POLÍTICA

Vereador exige demissão do chefe do DAE após falta de água no feriadão em Várzea Grande

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Conteúdo/ODOC – A crise no abastecimento de água em Várzea Grande, que se arrasta há anos, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (22). Durante sessão na Câmara Municipal, o vereador Alessandro Moreira (MDB) exigiu a exoneração do coronel Sandro Azambuja, presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG). O parlamentar criticou a gestão do órgão e cobrou uma postura mais firme da prefeita Flávia Moretti (PL) diante da situação.

“Se não tem condições, pede para sair. E se não pedir, quem tem a caneta faça o que precisa ser feito”, declarou Moreira, referindo-se à prefeita. Ele classificou como “vergonhosa” a situação enfrentada por cerca de 150 mil moradores da região do Cristo Rei, que continuam sofrendo com a escassez de água.

O vereador também apontou a resistência do presidente do DAE em reativar poços artesianos que antes abasteciam a cidade. “Falta diálogo, sobra arrogância. Ele não ouve ninguém, parece nem ser daqui. Do jeito que está, não dá mais”, afirmou.

A prefeita Flávia Moretti assumiu o cargo em janeiro de 2025 com a promessa de resolver o problema da falta de água em Várzea Grande. Durante a campanha, ela afirmou que “daria um jeito” na situação em 100 dias, mencionando a concessão do DAE como uma possível solução. No entanto, após assumir o cargo, Moretti mudou o discurso, alegando que o verdadeiro problema era a rede de tubulações antigas e repleta de vazamentos, e não a falta de água em si.

Em fevereiro, diante do agravamento da crise, a prefeita decretou estado de calamidade pública no município por 180 dias, permitindo a adoção de medidas emergenciais para restaurar o abastecimento de água.

A gestão do DAE também tem sido alvo de críticas por decisões administrativas. Em meio à crise hídrica, o coronel Sandro Azambuja concedeu férias a 30 servidores essenciais para a manutenção do abastecimento, incluindo instaladores de água e esgoto, encanadores e fiscais de corte. A medida foi tomada nos primeiros dias da nova administração, antes mesmo da publicação do decreto de calamidade.

O DAE justificou a decisão afirmando que muitos colaboradores acumulavam até três anos de férias vencidas e que a concessão foi feita de maneira estratégica para que os trabalhos do órgão não fossem comprometidos.

Em fevereiro, moradores do bairro São Matheus realizaram protestos, bloqueando avenidas e ateando fogo em pneus para chamar a atenção das autoridades. Eles reclamam que, mesmo sem receber água em suas casas, continuam recebendo as contas mensais para pagamento.

Enquanto isso, a prefeita Flávia Moretti contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) para realizar um diagnóstico técnico e financeiro da concessão do DAE, com prazo estimado de um a um ano e meio para conclusão.



Fonte: O Documento

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