POLÍTICA
Deputado Glauber Braga dorme no chão Câmara após cassação
O deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) passou a noite de 4ª feira (9.abr.2025) para 5ª feira (10.abr) no plenário do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, onde foi aprovado o parecer pelo pedido da cassação de seu mandato. Em seu perfil no X (antigo Twitter), Braga publicou às 6h30 (horário de Brasília) uma mensagem na qual disse que estava “no mesmo plenário que votou minha cassação“.
O congressista afirmou também que ficará no Congresso e que vai manter a greve de fome, iniciada à meia-noite de 4ª feira (9.abr), até que a Câmara decida, em definitivo, sobre o destino de seu mandato. “Estou há 30 horas e 30 minutos fazendo somente a ingestão de líquidos“, escreveu.

“Essa tática radical é fruto de uma decisão política: não serei derrotado por Arthur Lira e pelo orçamento secreto. Vou às últimas consequências“, acrescentou em referência ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que acatou o pedido de cassação.
Segundo o jornal O Globo, Braga dormiu no chão do plenário do Conselho de Ética, encostado à parede.
Braga responde a um processo por agredir, em abril de 2024, o youtuber Gabriel Costenaro, um integrante do MBL (Movimento Brasil Livre). Na ocasião, o deputado disse que havia sido provocado e, por isso, se sentiu intimidado pelo ativista.
Gabriel, por sua vez, afirmou que foi abordado por Braga enquanto almoçava e, então, expulso aos pontapés da Câmara dos Deputados. Após o episódio, o Novo enviou à Mesa da Câmara o pedido de cassação do mandato do carioca, que foi encaminhado por Lira ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
O congressista declarou repetidas vezes que o parecer a favor de sua cassação, do relator Paulo Magalhães (PSD-BA), é resultado de uma negociação com Lira, que o psolista acusa de persegui-lo.
Glauber Braga e seu partido foram responsáveis por iniciar a ação judicial que fez o STF (Supremo Tribunal Federal) travar a destinação de emendas, em 2024. Na oportunidade, o congressista disse que Lira “sequestra” o Orçamento com a execução de emendas de congressistas.
O Conselho de Ética da Câmara aprovou o pedido de cassação por 13 votos a 5. Essa aprovação, no entanto, não resulta na perda imediata do mandato. Braga pode entrar com um recurso para que o CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) analise o parecer, antes que o parecer seja analisado pelo plenário.
Caso vá a plenário, o processo precisa de ao menos 257 votos favoráveis para confirmar a cassação.
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