JUDICIARIO
Universitária presa por divulgar jogo do “tigrinho” tem prisão mantida e amiga segue foragida
Conteúdo/ODOC – A estudante de odontologia e influenciadora digital Mariany Dias, de 20 anos, permanece presa por ordem da Justiça do Ceará após ser alvo da Operação Quéfren, deflagrada no último dia 2. A investigação apura a promoção de jogos de azar por meio das redes sociais. Com mais de 35 mil seguidores no Instagram, Mariany é suspeita de divulgar links para jogos ilegais, entre eles o popular “jogo do tigrinho”, incentivando seus seguidores a realizar apostas.
Mariany foi detida em sua residência no condomínio Florais da Mata, localizado em Várzea Grande (MT). Durante o cumprimento dos mandados, a polícia também apreendeu seu celular e notebook. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, sob o comando do delegado Pablo Carneiro.
A defesa da jovem, representada pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, afirma que já protocolou o pedido de revogação da prisão e acredita que ela será solta em breve. “Ela é ré primária, tem residência fixa, bons antecedentes e é estudante. Não há justificativa para manter a prisão preventiva”, argumentou o advogado. O pedido aguarda parecer do Ministério Público antes da decisão judicial.
Além de Mariany, a colega de faculdade e também influenciadora digital, Emilly Souza, foi alvo da mesma operação, mas não foi localizada e está sendo considerada foragida. Emilly, que soma mais de 95 mil seguidores, ostenta uma rotina de viagens internacionais a destinos como Paris, Maldivas, Caribe e Japão. Em suas redes, ela se apresenta como modelo e jogadora de plataformas digitais.
A Operação Quéfren teve desdobramentos em outros estados, como São Paulo, Pará e Ceará. Ao todo, cerca de 70 mandados judiciais foram expedidos com o objetivo de desarticular uma rede suspeita de fomentar apostas ilegais e integrar uma organização criminosa de alcance internacional. As investigações, conduzidas há mais de um ano pela Polícia Civil cearense, apontam ainda indícios de lavagem de dinheiro, estelionato e vínculo com plataformas controladas por estrangeiros — a maioria com sede na China.
Conforme apurado, os influenciadores utilizavam contas de teste que simulavam ganhos reais para atrair seguidores. Além disso, o grupo investigado atuava indicando novos influenciadores para fazer propaganda dos jogos ilegais, expandindo assim o alcance da rede de apostas.
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