SAÚDE
Saiba quais são os sintomas da doença da jornalista Renata Capucci
“A doença existe, mas não me vitimizo por ter Parkinson. Não quero que ninguém tenha pena de mim porque eu luto contra a doença”, afirmou a repórter, que só tornou o diagnóstico público quatro anos depois, em 2022.
A ciência ainda não sabe exatamente o que causa o desenvolvimento do Parkinson, mas acontece uma degeneração das células de uma região do cérebro chamada de substância negra. Essas células fabricam dopamina, que ajuda a conduzir as correntes nervosas pelo corpo — sem o neurotransmissor, os movimentos do paciente são afetados.
Apesar de o, o sinal mais comum da doença é rigidez muscular e lentidão nos movimentos, além de progressiva perda de equilíbrio. Fadiga intensa, dores crônicas, alterações cognitivas, dificuldades emocionais e alterações autonômicas também podem estar associadas à condição neurodegenerativa.
Renata Capucci foi diagnosticada com Parkinson em 2018
Os primeiros sintomas de Renata foram lentidão nos movimentos, dificuldade para andar e movimentos involuntários.
“A avaliação clínica não deve se limitar aos sintomas motores, uma vez que os sinais não motores podem ser igualmente debilitantes”, afirma. A identificação precoce e o tratamento adequado das manifestações não motoras são indispensáveis para o acompanhamento desses pacientes”, explica o neurocirurgião e pesquisador da Unicamp Marcelo Valadares.
Ele aponta que alguns pacientes também podem, quedas de pressão, dificuldades de fala e problemas posturais. Como são sinais inespecíficos, que podem estar associados a outras doenças, o diagnóstico precoce é complicado.
Sintomas comuns do Parkinson
Perda de olfato.
Sono agitado.
Dor muscular.
Sensação de tontura ao levantar.
Tristeza e desânimo.
Prejuízo na concentração.
Redução da expressão facial.
Alteração na escrita.
Dificuldade de se movimentar.
Redução da oscilação dos braços durante a marcha.
“A gente recebe diariamente pacientes que fizeram por dois ou três anos tratamentos inadequados para a doença e que, inclusive, passaram por cirurgias, devido ao diagnóstico errado. Os sinais acabam sendo diagnosticados como problemas ortopédicos, quando podem ser causados pela rigidez do Parkinson”, explicou a fisioterapeuta especialista em neurologia Erica Tardelli, presidente da Associação Brasil Parkinson, em entrevista anterior ao Metrópoles.
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