POLÍTICA
Marido carinhoso, pai amoroso e avô afetuoso, diz família em homenagem a Fuad Noman
O texto, assinado pela mulher, Mônica Drummond, pelos filhos, noras e netos, compara a imagem de Fuad junto à população da capital mineira com as figuras de marido, pai, avô e sogro que ele acumulava no dia a dia com a família.
“A maioria das pessoas vai se lembrar do prefeito de suspensórios, do avô carismático que, com coragem e obstinação, comandou Belo Horizonte, cuidou das pessoas e ganhou o carinho, o respeito e a confiança delas”, diz trecho do texto.
“Para nós, você sempre será muito mais do que o homem que tanto se dedicou ao trabalho e à vida pública”, segue a publicação.
“Conosco, permanece o marido carinhoso e companheiro, sempre orgulhoso da família que construiu; o pai amoroso que amava uma pescaria e que nos ensinou o valor da honestidade, do respeito e da perseverança; o sogro que sempre apoiou e ajudou em todas as situações; o avô afetuoso, que iluminou os netos com seu exemplo, suas boas histórias e seus abraços. Te amaremos para sempre!.”
Na tarde desta quarta, o médico pessoal de Fuad, Enaldo Melo de Lima, disse que a opção por concorrer à reeleição ao mesmo tempo em que tratava um câncer foi uma decisão pessoal do então prefeito, mas que foi respeitada pela família e equipe médica.
“[A recomendação médica foi de que] era possível fazer a campanha, a doença respondeu muito bem. A decisão foi pessoal dele, a família não queria especificamente que ele fosse candidato, mas ele estava obstinado”, disse Lima.
Ele estava internado desde 3 de janeiro no Hospital Mater Dei, da capital mineira, quando deu entrada com um quadro de insuficiência respiratória aguda. Segundo boletim médico, Fuad morreu em consequência das complicações de um linfoma não Hodgkin.
Em outubro, Fuad havia se tornado o político mais velho a vencer uma eleição para prefeito de Belo Horizonte. Desde o pleito, foi internado ao menos quatro vezes. Ele deixa a esposa, Mônica, dois filhos e quatro netos.
Fuad é o segundo prefeito de Belo Horizonte a morrer no cargo. O primeiro foi o empresário Américo Rennê Giannetti, que tomou posse em 1951 e morreu em 1954.
CRONOLOGIA DA SAÚDE DE FUAD NOMAN
– 29.mar.22 – Assume como prefeito de Belo Horizonte após a renúncia de Alexandre Kalil (na época no PSD)
– 20.jun.24 – É diagnosticado com um câncer do tipo linfoma não Hodgkin na região do testículo
– 22.jun.24 – Passa por cirurgia bem sucedida para a retirada do tumor
– 4.jul.24 – Anuncia o diagnóstico do linfoma, mas que manteria sua pré-candidatura diante do prognóstico de sucesso do tratamento
– 20.jul.24 – É lançado oficialmente pelo PSD como candidato à reeleição
– 6.out.24 – Com 26,54% dos votos, avança ao segundo turno das eleições em Belo Horizonte, atrás de Bruno Engler (PL), que teve 34,38%
– 15.out.24 – Anuncia durante sabatina Folha/UOL que foi liberado da rotina de tratamentos contra o câncer, que estava em remissão
– 27.out.24 – É reeleito em segundo turno em Belo Horizonte, com 53,73% dos votos
– 23 .nov.24 – É internado com dores nas pernas, efeito colateral do tratamento contra o câncer. Cinco dias depois, recebe alta
– 10.dez.24 – Volta a ser internado, desta vez com um quadro de pneumonia
– 15.dez.24 – Recebe alta e segue à frente da Prefeitura de BH trabalhando de casa
– 19.dez.24 – É internado na UTI com quadro de diarreia e desidratação e apresenta sangramento intestinal
– 23.dez.24 – Deixa o hospital e continua com o tratamento fisioterápico e acompanhamento médico em casa
– 1º.jan.25 – Toma posse de forma remota, de máscara, ao lado da esposa, Mônica Drummond. O vice-prefeito eleito, Álvaro Damião (União Brasil), lê o discurso de posse diante da dificuldade de fala de Fuad
– 3.jan.25 – Volta a ser internado na UTI para tratar de uma insuficiência respiratória aguda, com assistência ventilatória
– 4.jan.25 – Licencia-se do cargo de prefeito por 15 dias. Damião assume o posto.
– 5.jan.25 – É extubado e apresenta melhora em exames, segundo hospital
– 9.jan.25 – Volta a ser intubado, ainda na UTI, e passa por traqueostomia para facilitar a respiração
– 29.jan.25 – Recebe alta da UTI e segue tratamento em âmbito hospitalar. Exames reafirmam quadro de remissão do câncer
– Até 17.mar.25 – Boletins médicos divulgados indicam melhora progressiva do processo de retirada de ventilação mecânica. Licença do cargo de prefeito é renovada a cada 15 dias
– 24.mar.25 – Passa a receber alimentação intravenosa
– 25.mar.25 – Sofre uma parada cardiorrespiratória às 22h e é reanimado na UTI. Situação é considerada “bastante grave”
– 26.mar.25 – Morte é anunciada pela prefeitura pouco antes de meio-dia
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