POLÍTICA
Polícia Civil não descarta existência de cemitério clandestino em Cuiabá
O delegado Caio Fernando Álvares Albuquerque, novo titular da Delegacia Especializadas de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá não descartou a existência de cemitérios clandestinos na Capital, usados para membros de facção “desovarem” corpos de desafetos e dificultar as investigações.
Neste ano, foram descobertos cemitérios clandestinos em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis (a 354 e 212 km de Cuiabá, respectivamente). Até o momento, 23 corpos estavam enterrados. Oito vítimas foram identificadas e as causas das mortes estão em investigação.
PJC

Ao
, o delegado Caio Albuquerque afirmou que sempre existem denúncias de cemitérios clandestinos em Cuiabá, mas nenhum foi encontrado até o momento. “Tem essa informação de cemitérios clandestinos aqui, de vez ou outra”, diz.
“Muitas denúncias são vagas, muitas denúncias são o que a gente chama de contrainteligência, que são pessoas tentando atrapalhar o serviço da polícia. O que a gente pode fazer é analisar as informações e ir atrás, para tentar descobrir se trata mesmo de cemitérios clandestinos”, salienta.
Para ele, essa é um novo modus operandi de facções criminosas: matar desafetos, esconder o corpo e intimidar a família da vítima, para que ninguém denuncie o crime. “Porque se não descobrir o corpo, não há notícia imediata de homicídio. De outro lado, eles tentam também calar as famílias, no sentido de apagar aquele desaparecimento, para que as autoridades não fiquem sabendo e não tomem as providências”, destaca.
“As organizações criminosas cada vez estão mais audaciosas, mais cruéis, mais desmedidas. É um fator preocupante, claro, eles vêm evoluindo. Nós temos que nos preparar, digo, preparar ferramentas de investigação, melhorar as técnicas de investigação, para dar a devida resposta, para identificar essas pessoas, prendê-los, obviamente, e levá-los às barras da Justiça”, complementa.
Rodinei Crescêncio/Rdnews

Um dos motivos para isso, segundo o delegado, é o assistencialismo realizado pelas facções criminosas. Logo que chegam em uma determinada região, as organizações criminosas fazem ações sociais aos moradores, que geralmente são carentes, como promessas de segurança, entrega de cestas básicas para “ganhar a confiança” da população e poder cometer os atos ilícitos sem serem denunciados.
Conforme o delegado Caio Albuquerque, aceitar esse tipo de ação e deixar a facção agir como Tribunal do Crime pode ser extremamente perigoso. “Ter esse pensamento e deixar a facção agir como Tribunal do Crime é totalmente equivocado, preocupante”.
“Ainda que naquela situação a sociedade possa entender que aquele corretivo, aquela execução tenha sido acertada, tem que pensar que a próxima vítima pode ser um familiar seu. Aí será que no próximo vai achar certo? Isso é que a gente chama as pessoas para refletirem. Basta uma análise rápida para ver que não tem nada de certo nessa ‘justiça paralela’”, completa.
-
VÁRZEA GRANDE2 dias agoNotícias — Câmara Municipal
-
ESPORTES5 dias agoJustiça volta atrás e suspende jogo do Vasco contra o Boca no Maracanã
-
MATO GROSSO6 dias agoALMT promove feiras e exposições culturais até dezembro
-
CIDADES7 dias agoEm defesa da população, prefeito Chico Mendes cobra respostas da Águas de Diamantino durante audiência pública
-
POLÍTICA7 dias agoEstado de SP começa a preparar mais de 114 mil urnas para o 2º turno
-
POLÍTICA5 dias agoPrefeitura promove Dia de Campo para apresentar novas possibilidades para o turismo rural de Sinop
-
MATO GROSSO5 dias agoveja avanço da jornada no Brasil
-
POLÍTICA6 dias agoLula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos

