POLÍTICA
Lula é desaconselhado a colocar Gleisi na SRI e Guimarães ganha força
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) queria que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), assumisse a SRI (Secretaria de Relações Institucionais) na vaga deixada por Alexandre Padilha, que vai para a Saúde. Ele foi desaconselhado por aliados a fazer essa troca, tornando o Líder do Governo, José Guimarães (PT-CE), como o novo favorito para assumir o cargo.
A presidente petista agora deve ser ir para a Secretaria Geral, como era o planejamento original, ou ainda assumir o Ministério do Desenvolvimento Social. Para este 2º cargo, o presidente quer alguém que fique até o fim de 2026, ou seja, que não dispute a próxima eleição. Lula aposta que a área será uma das vitrines do governo para a disputa eleitoral.
O nome favorito da ala mais pragmática do governo, ligada a partidos do Centrão, ainda seria o de um político fora do PT, como o de Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Ele não tem proximidade pessoal com Lula e deve assumir a liderança do governo na Câmara, no lugar de Guimarães.
A ideia de substituir Padilha por outro petista divide aliados do presidente, conforme mostrou o Poder360. Enquanto uma ala de ministros e congressistas avalia ser um erro do governante manter o cargo com o PT, outros veem como única opção viável.
Quem vê erro em pôr Gleisi ou Guimarães na SRI avalia que o Planalto vai precisar de apoio no Congresso para garantir a governabilidade. E os petistas tem aderência limitada na Câmara e no Senado, com bancadas enfraquecidas em relação ao Centrão.
No governo e em parte da base de apoio no Congresso, avalia-se que o presidente não deveria cobrar apoio eleitoral agora. Este deveria focar em garantir a governabilidade para o Executivo e fazer com que seu 3º mandato deslanche. Caso isso aconteça, os apoios de partidos do Centrão viriam naturalmente.
No Planalto, entretanto, começa-se a admitir que a SRI pode ficar com o PT mesmo, desde que seja alguém “menos petista” e que consiga ter alguma ascendência sobre o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para neutralizar parte de seu poder no Planalto.
A análise de quem defende essa saída é que o único nome seria o de Jaques Wagner (BA), líder do Governo no Senado. O congressista, entretanto, já teria sinalizado que não topa assumir o ministério.
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