SAÚDE
DNA revela que idosa era irmã biológica de antiga colega de trabalho
Uma adoção conturbada
Elaine conhecia parte da história, mas a havia mantido em segredo durante décadas. Ela soube aos 18 anos que havia sido adotada ao encontrar acidentalmente os documentos de adoção que mencionavam o nome de sua mãe biológica, Ann Rodney.
Anos depois, já adulta e mãe de dois filhos, ela decidiu buscar Ann com ajuda de uma organização especializada. Ela descobriu o endereço da mãe biológica e soube que tinha duas meias-irmãs, cujos nomes desconhecia.
O reencontro foi emocionante e Elaine descobriu que era fruto de um caso de amor que Ann teve antes de se casar, o que a levou a entregar a menina para a adoção. A filha optou por não manter contato, por lealdade aos pais adotivos. Ann faleceu em 2004 sem ter outros contatos com Elaine.
Em 2021, porém, um teste de DNA feito pelo neto de Elaine, Ben, conectou-o como parente de sangue de Sherry Clodman, uma das meias-irmãs.
Sherry, que celebrava 68 anos, ficou chocada com a notícia, mas rapidamente aceitou conhecer Elaine. No primeiro encontro, as diferenças físicas eram evidentes, mas as semelhanças comportamentais com Ann saltaram aos olhos. Logo, Elaine conheceu Debby, a outra meia-irmã, e a conexão foi imediata.
Foto mostra reencontro das irmãs perdidas: Elaine (82), Debby (73), Sherry (71) e Carol (85)
A terceira irmã misteriosa
A história ganhou uma reviravolta ainda mais surpreendente quando Carol Greenglass, uma antiga colega de trabalho de Elaine, descobriu ser também filha de Ann depois de um exame de DNA feito por um neto.
O teste, realizado em 2024, indicou que Carol era adotada e filha de Ann, também fruto de um relacionamento anterior ao casamento.
Carol e Elaine já haviam trabalhado juntas. As duas se conheciam desde a infância e trabalharam juntas na mesma imobiliária, sem nunca suspeitarem do laço familiar. Testes genéticos confirmaram a relação, unindo as quatro irmãs após mais de sete décadas de vidas paralelas.
Reencontro transformador
O primeiro encontro das quatro irmãs na casa de Sherry foi marcado por uma conexão instantânea. Elaine, agora com 82 anos, sente-se completa após anos de questionamentos sobre suas origens. “Sempre senti como se tivesse vindo do nada, mas agora tenho uma história de vida real”, contou, em entrevista para a filha, que relatou o caso na revista People.
Carol, aos 85 anos, expressou alegria ao descobrir três irmãs tardiamente. “Imagine que aos 85 anos eu de repente tenho três irmãs. É absolutamente maravilhoso”, afirmou. O grupo se completa com Sherry, de 71 e Debby, de 73.
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