POLÍCIA
Áudios revelam ameaças de assassino para ex-namorada morta a tiros em festa de aniversário; ouça
Conteúdo/ODOC – Uma série de áudios divulgados nesta segunda-feira (17) revelou ameaças feitas por Helder Lopes de Araújo, de 23 anos, contra a ex-namorada, Vitória Camily Carvalho da Silva, de 22 anos, antes de assassiná-la no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, na noite do último sábado (15).
Nos áudios, Vitória pede para que Helder a deixe em paz e siga sua vida. “Errada em quê? Em não querer nada com você? Errada em quê? Em não querer terminar com você? Ah, se enxerga. Vai se amar, rapaz”, diz a vítima.
Por sua vez, Helder responde com ameaças. “Eu sou comédia? Vou mostrar pra você quem é comédia. Você não era desacreditada? Vou mostrar pra você que eu sou bandido. Demorou?”, afirma.
Em outro áudio, o assassino se dirige à irmã de Vitória, Bruna Gabriely Carvalho Silva, de 21 anos, cobrando sobre o paradeiro da jovem e dizendo que ela iria “bater a nave”, gíria usada para se referir à morte.
“Por que essa desgraçada não me responde desde ontem das dez horas da noite? Não dormiu em casa, sumiu. Sou comédia pra essa menina me fazer de gato e sapato, rapaz?”, disse Helder.
A irmã de Vitória responde: “Você acha que está fazendo certo? Dando prensa nos outros? Dando prensa na mãe dos outros? Você não vai gostar que ninguém chega dando prensa na sua mãe, pô. Fica na sua, vai viver sua vida. Solta os outros”.
Ele rebate: “Independente, irmão. Eu sou bandido. Eu sou irmão. Entendeu? Se eu pegar ela com outro, ela vai tomar. É poucas ideias, irmão. Essa menina sumiu desde ontem. Cheguei na sua mãe, não. Cheguei no sogro. Sua mãe que veio viajar em mim. Não tenho sangue de barata, não, irmão”.
Bruna Gabriely revelou que a irmã havia tirado passaporte recentemente e planejava sair do Brasil para escapar das ameaças do acusado.
Após o crime, o assassino fugiu, mas foi capturado na madrugada de domingo (16) em Rondonópolis, enquanto tentava escapar para o Mato Grosso do Sul com a ajuda do irmão.
Ao chegar à DHPP, Helder afirmou ter matado Vitória por acreditar que ela teria provocado um aborto. No entanto, o delegado Nilson Farias, responsável pelo caso, desmentiu a versão e explicou que a vítima sofreu um aborto espontâneo, e que o casal permaneceu junto após o ocorrido.
Para a investigação, o feminicídio foi motivado pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento.
Vitória Camily deixa dois filhos, de 6 e 8 anos. O caso segue sob investigação da DHPP.
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