POLÍTICA
Kataguiri pede que MPF apure repasses a ONG do Cozinha Solidá
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) apresentou um pedido ao MPF (Ministério Público Federal) nesta 2ª feira (10.fev.2025) para que seja apurado um suposto esquema de desvio de recursos públicos no programa Cozinha Solidária, do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), destinado ao combate à fome. Eis a íntegra do documento (PDF — 64 kB).
No ofício, o congressista cita uma reportagem divulgada pelo jornal O Globo, que afirma que o MDS contratou uma ONG (Organização Não Governamental) por R$ 5,6 milhões para entregar refeições prontas — conhecidas como “quentinhas”— a pessoas em situação de vulnerabilidade social, como a população em situação de rua. No entanto, as refeições não foram entregues. Além disso, o jornal apurou que a ONG não opera no endereço registrado.
Segundo Kataguiri, a organização intitulada Movimento Organizacional Vencer, Educar e Realizar (Mover Helipa) é controlada por José Renato Varjão, ex-funcionário do deputado federal Nilto Tatto (PT-SP).
Outra entidade envolvida no suposto esquema, a Cozinha Solidária Instituto Rosa dos Ventos, também teria recebido recursos sem executar os serviços contratados. A ONG é gerida por Anderson Clayton Rosa, que, segundo a denúncia, também tem ligação com Nilto Tatto.
Kataguiri afirmou ainda que a região onde os repasses ocorreram, em São Paulo, é apelidada de “Tattolândia” devido à influência política da família Tatto na área.
Diante das suspeitas, o deputado solicitou que o MPF abra um procedimento de investigação criminal para apurar possíveis crimes e que a PF (Polícia Federal) seja acionada. O congressista também pediu a instauração de um inquérito administrativo para verificar possíveis atos de improbidade administrativa.
GOVERNO ACIONA PF
Na 5ª feira (6.fev), o MDS acionou a PF para investigar as acusações relacionadas a ONGs contratadas para o programa Cozinha Solidária. Por causa das acusações sobre irregularidades em cozinhas solidárias em São Paulo, o ministério acionou a Rede Federal de Fiscalização de Programas Vinculados ao Cadastro Único, que envolve órgãos como a CGU (Controladoria Geral da União), AGU (Advocacia Geral da União) e a PF.
O órgão, chefiado pelo ministro Wellington Dias, informou que enviará equipes para monitorar a execução do programa. Nesta 5ª feira (6.fev), o ministério iniciou visitas de fiscalização.
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