POLÍTICA

Vereadora propõe CPI para investigar fraudes financeiras na gestão de Emanuel Pinheiro

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Conteúdo/ODOC – A vereadora Michele Alencar (União) anunciou durante a sessão ordinária desta quinta-feira (6),  que vai propor a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Fraudes Financeiras. O objetivo, segundo a parlamentar, é fiscalizar contratos firmados e possíveis desvios de recursos durante a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

Questionada por outros vereadores sobre a existência de uma lista com os contratos suspeitos, Michele respondeu que “vão aparecer nas investigações”. “Estou pedindo aos nobres pares que apoiem o pedido de CPI que estou propondo. Os contratos que nós, vereadores do mandato anterior, fiscalizamos e denunciamos serão investigados nesta CPI”, declarou da tribuna da Câmara Municipal.

De acordo com Michele, inconsistências e dívidas bilionárias da administração passada já foram alvo de denúncias do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da própria Câmara. Ela atribui às gestões anteriores o déficit bilionário encontrado nas contas da prefeitura.

 “E esse dinheiro, foi para onde? Esses contratos, que têm indícios de desvios e superfaturamentos, precisam ser investigados. Esta Casa precisa dizer à população por que a prefeitura está endividada, para quem devemos, e quem deve ser responsabilizado pela dívida absurda que impacta os serviços essenciais”, afirmou.

 A vereadora destacou ainda que a Lei de Responsabilidade Fiscal teria sido descumprida durante a gestão de Emanuel Pinheiro. “Vamos investigar para identificar quem se comprometeu com essa situação e deixou Cuiabá no estado em que se encontra”, concluiu.

Na primeira semana de mandato, o prefeito Abílio Brunini (PL) assinou um decreto, válido por 180 dias, declarando calamidade financeira em Cuiabá. O documento aponta que o crescimento da dívida do município nos últimos oito anos comprometeu a capacidade da prefeitura de manter e expandir serviços públicos. Entre 2017 e 2024, a dívida saltou para R$ 1,6 bilhão. Nesse mesmo período, as despesas da prefeitura aumentaram 135%, enquanto a arrecadação cresceu 115%.



Fonte: O Documento

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