POLÍTICA

Prefeito descarta sada de secretria: ‘no vou aceitar quem joga contra’

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), garantiu que não há nenhuma possibilidade de substituição da secretária municipal de Educação, Solange Dias, e criticou a abordagem de temas como ideologia de gênero nas escolas e pronome neutro, além de classificar a Semana Pedagógica como ineficiente. As falas ocorreram durante reunião da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Vereadores, realizada nesta terça-feira (4).

Rumores sobre a saída da secretária passaram a circular em grupos de WhatsApp de servidores municipais. “Quero bater o martelo para vocês: não há nenhuma possibilidade de eu substituir a secretária de Educação, por mais que tenha uma torcida contra. Digo isso para aqueles que estão animados em grupos de WhatsApp. Não há essa possibilidade”, declarou o prefeito.

Brunini ainda deu um ‘últimato’ aos profissionais da pasta. “E passo um recado para todos que trabalham na Secretaria de Educação: ou trabalhem junto ou peçam para sair. Não vamos aceitar mais quem joga contra dentro da Secretaria de Educação. Não é uma mensagem muito boazinha, mas é necessária”, enfatizou.

Crítico à “ideologia de gênero” nas escolas, Brunini afirmou que a prioridade deve ser o ensino básico. O termo é utilizado por setores políticos e religiosos para se referir a conteúdos educacionais que abordam identidade de gênero e diversidade sexual.

No entanto, educadores e especialistas afirmam que tais temas fazem parte de políticas públicas para combater a discriminação e promover o respeito. “Aluno chega na rede estadual e não sabe somar, subtrair, multiplicar nem dividir, mas sabe falar ‘todes’, sobre ideologia de gênero e outras coisas. Não vamos mais aceitar isso”, disparou.

O gestor também mencionou os desafios do setor e cobrou eficiência nos resultados. Segundo ele, os investimentos em Educação não estão refletindo na aprendizagem dos alunos. “Nós gastamos mais de R$ 900 milhões com Educação em Cuiabá, para 58 mil crianças matriculadas. Se você dividir esse valor pelas crianças, dá mais de R$ 1,4 mil por mês. É mais caro que muitas escolas particulares. E, mesmo assim, temos apenas 52% de eficiência do aprendizado”.

O prefeito também criticou a Semana Pedagógica, evento tradicionalmente realizado para preparação dos profissionais da educação antes do início do ano letivo. “Foi no Hotel Fazenda para massagear o ego do Emanuel Pinheiro. Foi caro e fazer por videochamada ninguém presta atenção. Fazer EAD não é assim, não funcionou. Se tivesse sido aplicado corretamente, teríamos melhores resultados, pelo menos com os alunos sabendo quanto é 4 + 4”, comparou. 





Fonte: Folhamax

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