POLÍTICA
Financiador de ato golpista, baro do agro quer disputar o Senado
Apontado como um dos principais financiadores e articuladores dos ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023, que depredaram as sedes dos Senado, Câmara Federal e Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília, o bolsonarista Antônio Galvan (DC) afirmou que tem pretensões políticas de se candidatar ao Senado em 2026, em uma das duas vagas em Mato Grosso. Nesta quarta-feira (5) ele se filiou ao Democracia Cristã (DC), durante um evento em São Paulo.
Ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e, posteriormente, a Aprosoja Brasil, Galvan é produtor rual e se candidatou em 2022, recebendo 337 mil votos. Ele perdeu para o senador Wellington Fagundes (PL) que foi reeleito. Mesmo assim, o produtor rural declarou sua intenção de disputar novamente uma vaga no Senado.
“Já estamos trabalhando. [Na eleição municipal de 2024], passamos em mais de cem municípios nessa eleição de vereadores pode ter certeza que teremos o apoio de bastante prefeitos, coisa que em 2022 não teve um único prefeito que nos apoiasse declaradamente, apenas por debaixo dos panos, além de uma centena de vereadores eleitos que ajudei fazendo vídeos de apoio”, explicou.
Ele também esteve envolvido na organização de atos que defendiam a intervenção militar e apoiavam o ex-presidente Jair Bolsonaro durante as eleições. Relatórios de órgãos de inteligência destacam o Movimento Brasil Verde e Amarelo (MBVA), coordenado por Galvan, como um dos protagonistas das mobilizações que culminaram em atos de terrorismo.
Em julho de 2024, a Polícia Federal indiciou Galvan por sua participação na organização de atos antidemocráticos em 7 de setembro de 2021. Ele foi acusado dos crimes de incitação ao crime e associação criminosa. Além disso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Golpistas aprovou, em outubro de 2024, um relatório final que propôs o indiciamento de Jair Bolsonaro e mais 60 pessoas, incluindo Antônio Galvan, por tentativa de golpe de Estado.
Mesmo diante dessas acusações, o ‘bolsonarista raiz aposta em sua performance eleitoral anterior. “Também tem os votos que fizemos em 2022 totalmente orgânicos, isso porque os críticos de política disseram que eu não faria 50 mil votos. Acho que tudo isso me credencia a buscar essas duas vagas”, opinou.
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