POLÍTICA
Senador de MT admite influncia de Bolsonaro em baixa vacinao
O senador Wellington Fagundes (PL) reconheceu os efeitos negativos da “Era Bolsonaro” na vacinação no Brasil. Contudo, afirmou que a baixa na imunização de diversas doenças seguem em queda pela ineficiência das campanhas do governo Lula (PT).
Durante entrevista ao programa Tribuna, da rádio Vila Real FM (98.3), Fagundes destacou que, embora reconheça a influência da gestão anterior, a responsabilidade atual é do governo em exercício. Na avaliação do senador, o índice de vacinação no país está aquém do esperado por falta de uma política de estímulo mais eficaz.
“Tem sim alguma influência [governo Bolsonaro]. No entanto, o governo atual tem que ter a política de Estado. Se o presidente Lula tivesse feito um trabalho de estimular as pessoas a vacinarem, estaria com um índice de vacinação muito maior. Ao invés disso, ficou procurando culpado. O passado já foi, vamos falar de agora”, afirmou na última semana.
Ocorre que durante a pandemia, Bolsonaro contestou a eficácia da vacina da covid-19 por diversas vezes. Em uma das entrevistas ele chegou a sugerir que quem se vacinasse poderia “virar um jacaré”. Diante disso, quando assumiu o governo, o presidente Lula retomou as campanhas de vacinação. Em 2023, o Estado de Mato Grosso registrou um aumento na cobertura vacinal de 9 dos 16 principais imunizantes, conforme dados do Ministério da Saúde. Por exemplo, a cobertura vacinal contra hepatite A aumentou de 79,4% em 2022 para 84,5% em 2023.
No que diz respeito à vacinação infantil, o país apresentou melhorias notáveis. O número de crianças que não receberam nenhuma dose da vacina DTP1 (que protege contra difteria, tétano e coqueluche) caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023.
Em 2024, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 270 milhões de doses de vacinas ao longo do ano, com 92 milhões dessas doses sendo distribuídas nos últimos 6 meses.
Fagundes, no entanto, insistiu nas críticas em relação à atuação da ministra da Saúde, Nísia Trindade, apontando falhas na gestão e na organização das ações de saúde. “A ministra é da Fiocruz e não está tendo habilidade de organizar a saúde no Brasil. Os recursos não estão sendo passados aos municípios e cada dia a situação está ficando mais complicada”, pontuou.
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