AGRICULTURA
Falta de chuva afeta a produção de soja e perdas já passam dos 60%
A situação dos produtores gaúchos está complicada! A safra na Fronteira, Sul, Missões e região Central são as mais afetadas pela seca. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural ( Emater), 75% da soja está com perdas ou em alerta. Entidades questionam as projeções de safra recorde no estado e há grande preocupação com o endividamento dos produtores. Cerca de 30% estão com dívidas consideradas impagáveis.
A chuva que veio em excesso no estado, ao longo de 2024, agora está escassa na maioria das regiões. Essa é a quarta safra seguida com problemas de estiagem. As lavouras estão debilitadas e não conseguem se desenvolver mais, mesmo que chova.
A repórter Eliza Maliszewski conversou com Luciane Agazzi, produtora no município de Tapes, mostrou para a equipe do Canal Rural a lavoura de sua propriedade que está há 28 dias sem chuva.
“Ela não fechou carreiro, não cresceu, não engalhou. Devia estar com 60 centímetros e está com um palmo”, disse.
O Rio Grande do Sul vem de safras seguidas de seca. Em 2021/22 uma das piores colheitas com perdas acima de 50%. Em 2022/23 quebra de 40% na soja e na safra passada 23/24 estiagem no começo do ciclo e enchente no final com grandes impactos nas lavouras da metade sul.
Discordância
Diferente do que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), previu, a Associação Brasileira de Produtores de Soja (APROSOJA) divulgou uma nota onde destaca que não haverá supersafra. “Vivemos novamente uma situação difícil no Rio Grande do Sul. Nós temos regiões onde não chove há tempos e as plantas secaram, não temos água, chuvas escassas em todo estado. Percentual de quebra só saberemos mesmo quando começar a colheita. Até lá tudo é chute”, desabafa o presidente da Aprosoja/RS, Ireneu Orth.
Medidas
O governo do Rio Grande do Sul informou que está empenhado em ações para mitigar os efeitos das secas e estiagens. Segundo o governo, uma série de medidas foram e estão sendo executadas dentro do programa Supera Estiagem.
Além disso, o governo criou uma estrutura dedicada à segurança de barragens e emergências climáticas, dentro do Plano Rio Grande, de reconstrução, adaptação e resiliência climática do Rio Grande do Sul.
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