POLÍTICA
Por falta de dinheiro, Abílio irá decretar estado de calamidade em Cuiabá
O prefeito Abílio Brunini confirmou hoje que irá decretar estado de calamidade financeira em Cuiabá por falta de dinheiro em caixa. “Se a gente pagar as duas folhas salariais dos servidores, ficamos sem dinheiro para a Saúde e as demais necessidades do município”, declarou o gestor, que prometeu ainda fazer cortes para reduzir gastos, sendo os principais deles no setor de tecnologia.
“Nosso foco é pagar as pessoas que têm serviço com o município, que não podem parar. Já decidimos, já estamos cortando principalmente em empresas de tecnologia. A gente identificou R$ 300 milhões durante um ano que podem ser cortados. Nós não queremos atrasar a folha de pagamento. Nós não vamos escalonar a folha do pagamento. Não vamos dividir o salário dos servidores em várias parcelas que nem já foi feito. Assim que tiver o valor necessários, vamos pagar a folha”, explicou.
Nesta sexta-feira, Abílio anunciou que os salários dos servidores públicos referentes ao mês de dezembro de 2024 serão pagos de forma integral, sem escalonamento. “Eu não quero trabalhar com a hipótese de escalonar os salários dos servidores. Meu objetivo é pagar os salários integralmente, custe o que custar. Vamos organizar o caixa e trabalhar para isso. Essa possibilidade está descartada no meu coração e no nosso projeto de gestão”, declarou Brunini.
Além do pagamento dos servidores, o prefeito destacou seu empenho em manter serviços essenciais como coleta de lixo, saúde e educação. Ele afirmou que a gestão municipal está intensificando a fiscalização para garantir a eficiência dos serviços de limpeza urbana em toda a cidade. “Estamos acompanhando de perto e não aceitaremos negligências. É hora de Cuiabá ser bem cuidada”, afirmou o prefeito.
A Prefeitura de Cuiabá informou que, até o fechamento financeiro de quinta-feira, o município mantém em caixa um saldo de R$ 26,4 milhões, que inclui valores da conta única, do Fundo Municipal de Saúde (FMS) e do Fundo Municipal de Educação (FME). No mesmo dia, a prefeitura recebeu uma transferência constitucional de R$ 6,3 milhões referente ao ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do Governo do Estado. Além disso, um aporte de R$ 30 milhões foi recebido por meio de emenda parlamentar destinada ao Fundo Municipal de Saúde (FMS).
No entanto, segundo a prefeitura, dessa quantia, R$ 10,5 milhões foram programados pela gestão anterior, do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), para pagamentos diversos no dia 2 de janeiro, o que impactou diretamente o planejamento financeiro inicial da nova gestão.
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