CIDADES
Diamantino se despede de Antônia Ferreira da Silva, a Toinha, guardiã da cultura e das tradições populares
Diamantino perdeu nesta segunda-feira, 31 de agosto, uma mulher cuja história está profundamente ligada com as próprias tradições do município. Antônia Ferreira da Silva, carinhosamente conhecida como Toinha, faleceu aos 86 anos, deixando um legado construído ao longo de décadas de devoção, cultura e amor pelas manifestações populares de nossa terra.
Nascida em 13 de junho de 1940, Toinha fez parte de uma geração que não apenas conheceu as tradições diamantinenses, mas ajudou a mantê-las vivas. Participou das tradicionais Percorridas das Bandeiras do Divino Espírito Santo e da Imaculada Conceição, assumindo, inclusive, a missão de porta-bandeira, gesto carregado de fé, respeito e profundo significado para a comunidade.
Sua presença também marcou, por muitos anos, as rezas, festas de santos e diferentes momentos da vida cultural e religiosa de Diamantino. No projeto municipal Grupo Viver Legal, continuou compartilhando sua alegria, sua experiência e a riqueza de uma vida inteira ligada aos costumes de seu povo.
Toinha carregava consigo saberes que não se aprendem nos livros. Eram conhecimentos transmitidos pela convivência, pela memória e pela tradição. Exímia dançadeira de Siriri e São Gonçalo, ajudou a preservar, com seus passos e sua presença, manifestações que atravessam gerações e fazem parte da identidade cultural de Diamantino.
Mais do que participante da cultura popular, Toinha foi uma de suas guardiãs. Mulheres como ela transformam lembranças em patrimônio e fazem com que aquilo que recebemos dos nossos antepassados encontre caminho para chegar às novas gerações.
Sua partida deixa saudade entre familiares, amigos, companheiros de fé, de dança e de tantas celebrações. Mas deixa também uma história que merece ser lembrada com gratidão.
Diamantino se despede de Toinha com carinho e reconhecimento por tudo o que ela representou. Enquanto nossas bandeiras percorrerem as ruas, enquanto houver uma roda de Siriri, uma dança de São Gonçalo, uma reza ou uma festa tradicional, haverá também um pouco da memória daqueles que, como ela, dedicaram a vida a manter nossa cultura viva.
À família e aos amigos, nossos sentimentos e nossa solidariedade.
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