POLÍCIA
Polícia Civil conclui inquérito e indicia envolvidos em triplo homicídio ligado à facção em Campo Novo do Parecis
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Campo Novo do Parecis, concluiu o inquérito policial que apurou o triplo homicídio ocorrido no mês de abril deste ano, relacionado à atuação de uma facção criminosa no município.
A conclusão dos trabalhos resultou no indiciamento dos suspeitos C.M.S.S., N.C.S., A.S.S. e M.V.O.M., além de outros envolvidos, totalizando seis pessoas diretamente ligadas aos crimes, sendo os quatro maiores de idade e dois menores infratores.
Três dos autores já foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e integração em organização criminosa ultraviolenta.
As investigações iniciaram no dia 5 de abril de 2026, após colegas de trabalho procurarem a Polícia Civil para comunicar o desaparecimento das vítimas, Wagner Felipe Rocha Viana, Wilquison Eduardo Rocha Viana e Breno Gabriel Soares Cabral que estavam na cidade para atuar na montagem de estandes de uma feira.
Segundo as informações, os trabalhadores desapareceram durante a madrugada, sem deixar informações sobre o paradeiro, deixando todos os pertences no alojamento.
Com o avanço das investigações, foi descoberto que as vítimas foram sequestradas e posteriormente executadas por integrantes do grupo criminoso. Após os assassinatos, os corpos foram ocultados em uma área de mata e localizados pela Polícia Civil durante diligências realizadas três dias após o desaparecimento das vítimas.
Durante as diligências investigativas, a equipe policial descobriu que o desaparecimento, na verdade, tratava-se de um triplo homicídio praticado a mando de facção criminosa. A partir da apuração técnica e da coleta de provas, foi possível identificar todos os envolvidos no crime.
Atualmente, dois suspeitos estão presos, um menor foi apreendido e três investigados seguem foragidos. O delegado responsável pelas investigações, Guilherme Kaiper Cruz de Faria, representou pela prisão preventiva dos suspeitos que permanecem foragidos.
Os fatos também foram enquadrados na nova Lei nº 15.358/2026, relacionada ao combate às organizações criminosas ultraviolentas.
“A rápida localização dos corpos e a completa identificação dos autores demonstram o compromisso da Polícia Civil com a elucidação de crimes graves, garantindo uma resposta célere às famílias das vítimas e à sociedade”, disse o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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