VÁRZEA GRANDE
Redeiras do Limpo Grande ganham destaque na passarela do SPFW 2025
Arte exclusiva – e que faz parte da histórica e da tradição de Várzea Grande – ganha mais um importante reconhecimento ao colorir a passarela da maior e mais expressiva semana de moda da América Latina
Peças exclusivas produzidas pela Associação das Rendeiras de Limpo Grande (TeceArte), em Várzea Grande, foram destaque na passarela do São Paulo Fashion Week 2025. Assinadas pelo estilista Amir Slama, cinco peças foram produzidas pela Associação, que já participou de vários eventos de moda e artesanato, divulgando o município de Várzea Grande no Brasil e no mundo.
Na passarela da São Paulo Fashion Week 2025, as rendeiras produziram saídas de banho com elementos típicos mato-grossenses. Amir Slama, um dos nomes mais inovadores da moda brasileira, é reconhecido por sua habilidade em unir elegância e casualidade em suas peças de moda praiana.
Para a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) – uma amante e divulgadora das peças da TeceArte – o colorido apresentado na edição 2025 do SPFW marcou a 60ª edição de um dos cinco maiores eventos de moda do mundo. “Ou seja, o mundo da moda estava de olho no Brasil e pôde apreciar parte da nossa maior riqueza cultural: esse colorido único de cada peça produzida e que tem tudo que o mercado de luxo pede, a exclusividade”. No dia da posse, em 1º de janeiro desse ano, o xale confeccionado pelas redeiras compôs o traje da prefeita num dos dias mais importantes de sua vida. O traje com toque regional também compõe a foto oficial de Moretti.
O superintendente de Cultura da Secretaria de Educação de Várzea Grande, Leandro Manduca, destacou o reconhecimento conquistado pela TeceArte mostra o potencial do setor em Mato Grosso.
Para o superintendente, “a cultura de Várzea Grande é uma das maiores riquezas que temos, e Limpo Grande é um verdadeiro tesouro dentro dessa diversidade. O talento das redeiras, dos artesãos da comunidade carregam histórias, memórias e saberes passados de geração em geração. Levar a arte das redeiras para outros estados e países é uma forma de mostrar ao mundo a força da nossa identidade. É mais do que talento, é patrimônio, é afeto, é resistência cultural. Queremos que todos conheçam as riquezas da nossa terra e valorizem o que é feito com tanto cuidado e tradição” declarou.
O coletivo de 55 mulheres rendeiras do Distrito de Limpo Grande, que produzem peças artesanais únicas com base nos aprendizados ancestrais da etnia Guaná.
Galeria de Fotos (5 fotos)
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