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Wellington Fagundes cobra rigor nas investigações da CPMI do INSS e critica omissões em depoimento

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Após participar da sessão da CPMI do INSS no Senado, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) avaliou como decepcionante o depoimento do empresário Rubens Oliveira Costa, investigado por suposto envolvimento em desvios de recursos da Previdência.

“Foi extremamente decepcionante. O depoente preferiu omitir informações, mesmo diante do risco de prisão. Isso mostra que ele não está colaborando com a verdade, o que é inadmissível em uma comissão parlamentar”, declarou Fagundes.

O parlamentar lembrou que mentir em uma CPMI pode levar à prisão e ressaltou que a comissão já dispõe de provas sobre movimentações financeiras suspeitas. “As evidências estão postas. Cabe agora responsabilizar os envolvidos e garantir que cada centavo desviado seja devolvido ao INSS e, consequentemente, aos aposentados”, reforçou.

Para Fagundes, os desvios colocam em risco o equilíbrio da Previdência e impactam diretamente milhões de beneficiários. “Não podemos aceitar que manobras e dívidas recaiam sobre quem mais precisa. Os aposentados e pensionistas não podem pagar essa conta”, alertou.

O senador também destacou a expectativa de ouvir figuras centrais na investigação, entre elas o ex-dirigente do INSS, Antônio Carlos Camilo Antúnios, conhecido como “careca do INSS” e apontado como um dos mentores do esquema. “Precisamos ouvir quem está no centro dessa rede. Só assim teremos condições de expor toda a verdade”, disse.

Por fim, Fagundes avaliou que colaborações e eventuais delações podem acelerar a responsabilização dos envolvidos, mas reconheceu que o caminho será árduo. “Não será fácil, mas é a oportunidade de esclarecer os fatos e dar uma resposta firme ao Brasil”, concluiu.

 

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