POLÍTICA
Comissão do Senado aprova embaixadores do Brasil em 6 países
A CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado aprovou nesta 4ª feira (2.jul.2025) os indicados para chefiar 6 representações diplomáticas do Brasil. As nomeações para as embaixadas de Hungria, Espanha, Ruanda, Suíça, República Tcheca e Haiti seguem para votação no plenário.
Cláudia Fonseca Buzzi foi indicada para representar o Brasil na Hungria. Ministra de 1ª classe do Ministério das Relações Exteriores. Com graduação em direito pela USP (Universidade de São Paulo), Cláudia ingressou na carreira diplomática em 1985. Ocupou postos na embaixada e no consulado-geral em Buenos Aires e foi embaixadora na Suíça.
A Hungria mantém relações diplomáticas com o Brasil há 97 anos. Em 2024, o comércio bilateral ultrapassou US$ 770 milhões, com destaque para a exportação de aeronaves da Embraer. O país europeu também oferece 250 bolsas anuais a estudantes brasileiros por meio do programa Stipendium Hungaricum.
O diplomata Luiz Alberto Figueiredo Machado foi indicado para assumir a embaixada do Brasil na Espanha e, cumulativamente, em Andorra. Ministro de 1ª classe do Ministério das Relações Exteriores e formado em direito pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Figueiredo foi ministro das Relações Exteriores de 2013 a 2014 e chefiou representações diplomáticas no Estados Unidos, em Portugal e no Catar.
A Espanha é a 4ª maior economia da Zona do Euro e conta com uma população de cerca de 49 milhões de habitantes. O intercâmbio comercial com o Brasil chegou a US$ 13,9 bilhões em 2024. Além disso, a comunidade brasileira na Espanha soma mais de 160 mil residentes. Já Andorra, pequeno principado situado nos Pireneus, mantém relações diplomáticas com o Brasil desde 1995.
Irene Vida Gala foi indicada para a embaixada do Brasil em Ruanda. Ministra de 1ª classe e formada em direito pela USP, Irene tem passagens por postos na África e representações junto à ONU (Organização das Nações Unidas). Foi embaixadora em Gana de 2011 a 2017. Desde 2018 é subchefe do Escritório de Representação do Itamaraty em São Paulo.
Ruanda, país africano de 14 milhões de habitantes, tem se destacado por avanços socioeconômicos depois do genocídio que aconteceu em 1994, sendo hoje considerado um centro tecnológico na região. O Brasil mantém relações diplomáticas com o país desde 1981, com acordos de cooperação técnica, agrícola e em segurança alimentar.
Maria Luisa Escorel de Moraes foi indicada para chefiar a embaixada do Brasil na Suíça e, cumulativamente, em Liechtenstein. Graduada em história pela PUC-RJ (Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro), Maria Luisa é ministra de 1ª classe desde 2016. De 2022 a 2023, atuou como embaixadora na Suécia e na Letônia.
A Suíça é um país europeu de alta renda, com PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 936,7 bilhões em 2024. É o 1º lugar no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O comércio bilateral entre Suíça e Brasil somou US$ 4,41 bilhões no último ano.
Liechtenstein, por sua vez, é integrante da Efta (Associação Europeia de Livre Comércio) –assim como a Suíça– e tem destaque no setor financeiro.
A indicação do diplomata Orlando Leite Ribeiro para chefiar a embaixada do Brasil na República Tcheca também foi aprovada nesta 4ª feira (2.jul) na CRE. Economista formado pela Faculdade Cândido Mendes-RJ, ele é ministro de 1ª classe desde 2017 e atuou em postos em Washington D.C., Assunção e Nova York. Hoje chefia a embaixada em Madri.
A República Tcheca é um país parlamentarista, com população de 10,8 milhões de habitantes. Com economia industrializada e vínculos com a União Europeia e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), tem desenvolvido laços com o Brasil, sobretudo nas áreas de defesa e tecnologia. Em 2024, o comércio bilateral chegou a US$ 807 milhões, com destaque para a exportação da aeronave KC-390, da Embraer.
Luís Guilherme Nascentes da Silva foi indicado para a embaixada brasileira no Haiti. Ministro de 2ª classe, Luís Guilherme tem formação em direito pela Uerj, 2 mestrados em relações internacionais e doutorado em políticas públicas pelo Cide (Centro de Investigación y Docencia Económicas), do México. Já atuou em Porto Príncipe, capital haitiana, e em representações nas Nações Unidas.
O Haiti atravessa uma crise institucional desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse, em 2021. Governado atualmente por um conselho presidencial de transição, o país tem eleições marcadas para 2026. O Brasil mantém laços diplomáticos com o Haiti há décadas.
Com informações da Agência Senado.
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