POLÍTICA
Zambelli é vítima de perseguição política, diz Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acredita que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) é vítima de perseguição política. Disse reconhecer que ela cometeu um crime, mas classificou a condenação como “injusta” e enxerga a fuga do Brasil como um “ato de desespero”. As declarações foram feitas em entrevista à Folha de S. Paulo publicada no sábado (14.jun.2025).
Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por unanimidade pela 1ª turma do STF (Supremo Tribunal Federal) em 14 de maio deste ano. O colegiado analisou a ação penal na qual a congressista e o hacker da “Vaza Jato”, Walter Delgatti Neto, são réus pelos crimes de invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e falsidade ideológica. Para Bolsonaro, este não é um crime que justifique a condenação.
“A gente tem que defender aqueles que nós achamos que são perseguidos injustamente. E eu acho que a Carla também está sendo vítima de uma perseguição política. Ela está sendo acusada de ter dado ordem para um maluco lá do hacker invadir o sistema do CNJ e botar lá um mandado de prisão para o Alexandre de Moraes. Cometeu um crime. Mas não é um crime para ser condenado a 10 anos de cadeia”, disse.
O senador defendeu que Zambelli seja incluída no projeto de lei que concede anistia àqueles que foram condenados pelos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023. O episódio do ataque hacker se deu em 2022 e a deputada foi condenada neste ano. Bolsonaro fez críticas à velocidade com a qual Zambelli foi condenada e afirmou que ela “não merece estar presa”.
“Eu vejo mais uma pessoa ali que está num nível de descrença das instituições brasileiras, num nível até de desespero, eu acho, do que vai fazer da vida. Porque ela não merece estar presa, não merece essa condenação que ela tomou”, declarou o senador.
Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar. O hacker da “Vaza Jato” foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão no mesmo processo.
De acordo com a acusação da PGR (Procuradoria Geral da República), a congressista comandou a invasão do sistema do conselho para emitir um mandado de prisão para Moraes, como se ele estivesse determinando a própria prisão.
O relator, Alexandre de Moraes, votou pela perda do mandato de Zambelli, que deverá ser declarada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Ele determinou ainda a inelegibilidade da congressista por 8 anos. Mesmo inelegível, Zambelli só perderá o mandato quando não houver mais possibilidade de recurso.
A congressista e Delgatti ainda deverão pagar R$ 2 milhões em indenização por danos materiais e morais coletivos. O valor deve ser destinado a um fundo gerenciado por um conselho federal ou por conselhos estaduais do Ministério Público para reconstituir os bens lesados.
Zambelli disse que “não sobreviveria na cadeia”. Declarou ter síndrome de Ehlers-Danlos, depressão e problemas cardíacos.
A defesa da parlamentar recorreu à decisão do STF, contestando a condenação e o pagamento de R$2 milhões em danos coletivos. O Supremo, porém, decidiu manter a sentença, por unanimidade.
A deputada declarou que havia deixado o Brasil em 3 de junho. Algumas horas depois, seu advogado, Daniel Bialski, anunciou que deixou a sua defesa. No dia seguinte, Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva e a suspensão das redes sociais de Zambelli.
A Câmara dos Deputados concedeu licença de 127 dias à deputada federal. A congressista pediu afastamento por “tratamento de saúde” por 7 dias e mais 120 por “interesse particular”. Eis a íntegra da decisão (PDF – 3 MB).
O nome de Zambelli foi acrescentado à lista vermelha da Interpol, a pedido de Moraes. Com isso, a congressista passou a ter o seu nome divulgado como foragida internacional e pode ser presa no exterior.
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