SAÚDE
Vacina contra gripe aviária: Anvisa pede mais dados ao Butantan
O Butantan vem se preparando para a eventual necessidade de com medo de que a doença possa se tornar transmissível entre humanos e levar a um cenário pandêmico, como alertam globalmente os cientistas.
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Entenda o que é a gripe aviária
Também conhecida , é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves silvestres e domésticas.
Humanos também podem ser infectados, mas correm menor risco.
Entre os principais sintomas apresentados nas aves estão dificuldade respiratória, secreção nasal ou ocular, espirros, incoordenação motora, torcicolo, diarreia e alta mortalidade.
Todas as suspeitas de gripe aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves, devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura por meio da Inspetoria de Defesa Agropecuária.
Os dados da candidata à vacina foram enviados pela primeira vez à Anvisa em agosto de 2024. Em outubro e novembro, o Butantan apresentou os documentos complementares necessários para dar seguimento ao processo de avaliação.
Desde então, a agência fez solicitações de exigências técnicas nos dias 25 de novembro, 31 de janeiro e 26 de maio, respectivamente. No momento, o Butantan providencia as informações solicitadas.
Segundo a Anvisa, o ir e vir de informações em um canal de diálogo conjunto é feito para acelerar o processo de aprovação do imunizante. As exigências são uma prática comum na análise deste tipo de terapias antes de sua aprovação.
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Como é a vacina contra a gripe aviária?
O imunizante usa fragmentos inativados do vírus H5N8 e um adjuvante, um ingrediente que melhora a resposta imune do organismo à vacina, tornando-o mais eficaz e acelerando o processo de proteção.
Embora alguns humanos já tenham se contaminado com gripe aviária, todos os casos ocorreram a partir do contato de pessoas com as aves, não entre humanos, e em ambientes de criação animal. Portanto,
“A possibilidade de enfrentarmos infecções em humanos está aumentando, prova disso é o surto sem precedentes nos Estados Unidos. O risco de transmissão direta é considerado baixo, mas quanto mais o vírus circula entre espécies diferentes, maior a chance de ele se tornar transmissível entre humanos”, explicou em entrevista anterior ao Metrópoles o infectologista Leonardo Weissmann, que é professor do curso de Medicina da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), Campus Guarujá.
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