POLÍTICA

Prefeito estuda parcelamento de R$ 50 milhões

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou à imprensa que o administrativo do Executivo municipal tomou conhecimento de dívidas do órgão perante a empresas financeiras que realizavam empréstimos consignados com desconto direto na folha salarial de servidores ativos e inativos. A estimativa é que o montante chegue a R$ 50 milhões, tornando-se necessário uma proposta de parcelamento a longo prazo.

Em entrevista à imprensa na semana passada, Abilio afirmou que a antiga gestão, sob comando de Emanuel Pinheiro (MDB), descontava o valor dos empréstimos dos servidores, mas não os repassava o pagamento as empresas financeiras.

“Provavelmente, teremos que mandar um projeto de lei para a Câmara, fazendo o parcelamento dessa dívida, para poder fazer a quitação. A Prefeitura de Cuiabá, na gestão do antigo prefeito, descontou do servidor público o valor do consignado, mas não repassou ao concessionário, não repassou ao banco. O funcionário achava que estava pagando o consignado, mas a agência que fornecia o crédito não recebia aquele recurso”, disse o prefeito.

A expectativa é que o projeto de parcelamento seja discutido no próximo mês, assim que o decreto de calamidade financeira, que permitia a prefeitura enxugar gastos, oxigenar a máquina, renegociar dívidas, seja encerrado, após atingir os 6 meses previstos na medida.

“Entraremos em acordo, isso vem para cá depois do fim do decreto de calamidade, e aí a gente vai começar a discutir sobre a situação. Assim que a gente tiver melhores detalhes, a gente apresenta”, emenda.

O prefeito ainda anunciou que já abriu um pedido de investigação junto ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para apuração de apropriação indébita por parte do ex-prefeito, crime previsto no Código Penal Brasileiro, com penas de um a 4 anos de cadeia.

A medida adotada pelo prefeito definida após divulgação de problemas nos consignados do Estado. Servidores estaduais acusam cobranças indevidas, juros abusivos e falta de transparência em contratos realizados por consignatárias na folha de funcionários estaduais. Nesse sentido, ainda pontua que a prefeitura analisa os consignados e que se for comprovado algum tipo de irregularidade, denunciará nas próximas semanas. 





Fonte: Folhamax

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