POLÍTICA

Prefeito denunciou ‘compra de votos’ e repassou prints PF em Cuiab

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), foi o responsável por levar à Polícia Federal a denúncia que culminou na deflagração da Operação Rescaldo, nesta quinta-feira (5). A ação apura um possível esquema de compra de votos durante as eleições de 2020. Entre os alvos da operação está o vereador Chico 2000 (PL), afastado do cargo por decisão judicial após ser alvo da Operação Perfídia. 

A denúncia foi apresentada em 2024, antes do início oficial da pré-campanha municipal. Na época, Chico ocupava a presidência da Câmara de Vereadores e também liderava o diretório municipal do PL, ao mesmo tempo em que buscava se consolidar como pré-candidato à Prefeitura. Abilio, então deputado federal, já era apontado como nome forte dentro do grupo político. 

Ele encaminhou à PF capturas de tela de conversas no WhatsApp, nas quais pessoas que se diziam cabos eleitorais negociavam votos supostamente em nome de Chico 2000. A revelação provocou desgaste interno para Chico dentro do partido. Pouco tempo depois, ele foi destituído da presidência do diretório municipal, cargo que passou para Abilio, com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para encabeçar a candidatura à Prefeitura de Cuiabá. 

A relação de Chico com o PL se deteriorou, chegando ao ponto de ser afastado de eventos do partido — em uma ocasião, foi impedido por seguranças de se aproximar de Bolsonaro durante visita a Cuiabá. O inquérito que deu início às investigações tinha cerca de 50 páginas. Segundo o documento, os supostos cabos eleitorais atuavam em bairros da capital, identificando eleitores e oferecendo vantagens. 

Entre os “benefícios” estavam o transporte no dia da votação, pagamento em troca de apoio e ajuda para regularização de títulos eleitorais. A Operação Rescaldo também inclui investigações envolvendo um vereador de Várzea Grande. Caso as suspeitas se confirmem, os envolvidos poderão ser responsabilizados por crimes como compra de votos e difamação eleitoral. As penas podem chegar a cinco anos de prisão.

 





Fonte: Folhamax

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