POLÍTICA
Operação mira suspeitos de MT por dar golpes de R$ 300 mil no RS
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta terça-feira (10), a Operação Strick, contra um grupo de Cuiabá e Várzea Grande suspeito de ser especializado em aplicar golpes do “falso intermediário” pela internet.
Os agentes das polícias do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso cumpriram 24 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária. Até o momento, seis pessoas foram presas.
Segundo a Polícia Civil, a ação é resultado de mais de um ano de investigações que revelou uma sofisticada rede criminosa interestadual especializada no golpe. O esquema lesou quatro moradores da região metropolitana de Porto Alegre, especialmente da cidade de Canoas, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 300 mil.
Os suspeitos também causaram prejuízo de R$ 150 mil à uma vítima do Pará por meio de falsa intermediação na compra e venda de bovinos.
PJC

O golpe
Segundo apuração da 3ª DP/Canoas, o golpe consiste em fraudes digitais que ocorrem, em geral, durante negociações de compra e venda de veículos.
O criminoso atua como se fosse um intermediário legítimo entre vendedor e comprador. Ele se apresenta como representante de um parente, amigo ou funcionário, oferecendo valores diferentes para cada parte. Quando o comprador realiza o pagamento — acreditando que está transferindo o valor para o verdadeiro dono do veículo — o dinheiro vai para a conta do estelionatário, que desaparece com o montante, deixando ambas as vítimas no prejuízo.
“O crime é engenhoso e cria uma falsa sensação de segurança para as vítimas. Por isso, é essencial que qualquer negociação, principalmente de veículos, seja feita com cautela, verificação de dados e, preferencialmente, presencialmente”, alerta a delegada Luciane Bertoletti.
“A Operação Strick representa mais um passo importante na luta contra o crime cibernético e os golpes virtuais, que têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil. A atuação conjunta entre forças de segurança reforça a necessidade de cooperação institucional para desarticular essas redes especializadas. O crime por meio do ambiente digital conecta vítimas de uma região com criminosos de todos os cantos do país. Atuar com inteligência, especialização investigativa e intercâmbio de informações é crucial para efetividade na responsabilização criminal dos autores “, explica o Diretor da 2ª DPRM/Canoas, Delegado Cristiano Reschke.
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