SAÚDE

Não é só culpa do açúcar: entenda como a diabetes se desenvolve

Published

on


Nesta quinta-feira (26/6), é celebrado o Dia Nacional de Prevenção da Diabetes, data que reforça a importância do diagnóstico precoce e dos cuidados contínuos com a doença.
A diabetes é uma condição crônica que afeta a forma como o corpo produz ou utiliza a insulina, o hormônio responsável por controlar os níveis de glicose no sangue. Frequentemente associada ao , a doença, no entanto, tem causas mais complexas e multifatoriais.
“A diabetes tipo 2 é resultado de uma combinação entre a resistência à insulina e uma deficiência relativa na sua liberação. A doença se manifesta em pessoas geneticamente suscetíveis, mas é influenciada também por fatores como sedentarismo, obesidade abdominal e dieta rica em ultraprocessados”, explica a endocrinologista Mirella Miranda, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Leia também

Além do histórico familiar, a idade é outro fator de risco importante. da glicemia no check-up médico, especialmente se tiverem pressão alta, colesterol alterado ou aumento da circunferência abdominal.
Outros fatores que elevam o risco incluem síndrome dos ovários policísticos, pré-diabetes, uso de certos medicamentos e histórico de .
14 imagens A diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreasA função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpoUma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o malA diabetes pode ser dividida em três principais tipos. A tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normaisJá a diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dietaFechar modal. 1 de 14 A diabetes é uma doença que tem como principal característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Grave e, durante boa parte do tempo, silenciosa, ela pode afetar vários órgãos do corpo, tais como: olhos, rins, nervos e coração, quando não tratada Oscar Wong/ Getty Images 2 de 14 A diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas moodboard/ Getty Images 3 de 14 A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo Peter Dazeley/ Getty Images 4 de 14 Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal Peter Cade/ Getty Images 5 de 14 A diabetes pode ser dividida em três principais tipos. A tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais Maskot/ Getty Images 6 de 14 Já a diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta Artur Debat/ Getty Images 7 de 14 A diabetes gestacional acomete grávidas que, em geral, apresentam histórico familiar da doença. A resistência à insulina ocorre especialmente a partir do segundo trimestre e pode causar complicações para o bebê, como má formação, prematuridade, problemas respiratórios, entre outros Chris Beavon/ Getty Images 8 de 14 Além dessas, existem ainda outras formas de desenvolver a doença, apesar de raras. Algumas delas são: devido a doenças no pâncreas, defeito genético, por doenças endócrinas ou por uso de medicamento Guido Mieth/ Getty Images 9 de 14 É comum também a utilização do termo pré-diabetes, que indica o aumento considerável de açúcar no sangue, mas não o suficiente para diagnosticar a doença GSO Images/ Getty Images 10 de 14 Os sintomas da diabetes podem variar dependendo do tipo. No entanto, de forma geral, são: sede intensa, urina em excesso e coceira no corpo. Histórico familiar e obesidade são fatores de risco Thanasis Zovoilis/ Getty Images 11 de 14 Alguns outros sinais também podem indicar a presença da doença, como saliências ósseas nos pés e insensibilidade na região, visão embaçada, presença frequente de micoses e infecções Peter Dazeley/ Getty Images 12 de 14 O diagnóstico é feito após exames de rotina, como o teste de glicemia em jejum, que mede a quantidade de glicose no sangue. Os valores de referência são: inferior a 99 mg/dL (normal), entre 100 a 125 mg/dL (pré-diabetes), acima de 126 mg/dL (Diabetes) Panyawat Boontanom / EyeEm/ Getty Images 13 de 14 Qualquer que seja o tipo da doença, o principal tratamento é controlar os níveis de glicose. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios ajudam a manter o peso saudável e os índices glicêmicos e de colesterol sob controle Oscar Wong/ Getty Images 14 de 14 Quando a diabetes não é tratada devidamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar sérios problemas ao paciente. Algumas das complicações geradas são surdez, neuropatia, doenças cardiovasculares, retinoplastia e até mesmo depressão Image Source/ Getty Images
Açúcar é vilão, mas não está sozinho
Embora o açúcar tenha ganhado fama de principal responsável pela diabetes, ele não deve ser encarado como o único culpado. A médica generalista Carla Caxias, do Laboratório IonNutri, conta que a combinação entre o consumo frequente e excessivo de doces, com um estilo de vida sedentário, pode contribuir para o ganho de peso e levar à resistência à insulina.
“Existe confusão porque o açúcar é um dos vilões mais visíveis, mas não é o único fator”, afirma Carla.
A endocrinologista Mirella Miranda também aponta que o consumo de açúcar por si só não causa diabetes em pessoas que mantêm um estilo de vida saudável e não têm predisposição genética. O problema, segundo a médica, está no excesso e na frequência, combinados com outros hábitos de risco.
“Além dos doces, outros alimentos preocupantes são bebidas açucaradas, ultraprocessados e e saturadas. Eles favorecem a inflamação, o acúmulo de gordura abdominal e a resistência insulínica”, alerta a endocrinologista.

Por que é importante controlar o açúcar no sangue?

O excesso de açúcar no sangue pode causar sintomas como cansaço, sede intensa e visão embaçada.
Ficar com os níveis desregulados por muito tempo favorece o surgimento de problemas mais graves, como a diabetes.
Na diabetes tipo 2, o corpo até produz insulina, mas as células passam a não responder bem ao hormônio, o que faz com que a glicose se acumule no sangue em vez de ser usada como fonte de energia.
O alto índice de açúcar no sangue também pode aumentar o risco de complicações cardíacas, renais e oculares.

Quando o corpo dá sinais
Em muitos casos, a diabetes se desenvolve de forma silenciosa, sem sintomas evidentes. Ainda assim, alguns sinais podem indicar que algo está errado.
Entre os principais alertas estão a sede excessiva, boca seca, vontade de urinar várias vezes ao dia, cansaço constante, visão embaçada e perda de peso involuntária. “Infecções frequentes e feridas que demoram a cicatrizar também merecem atenção”, diz Carla Caxias.
Quando esses sintomas aparecem, o quadro pode já estar avançado. Por isso, manter exames regulares, mesmo na ausência de sinais, é uma medida essencial de prevenção.
E a diabetes tipo 1?
Diferentemente do tipo 2, a diabetes tipo 1 costuma surgir ainda na infância ou adolescência e tem origem autoimune. Nesse caso, é o próprio sistema imunológico que ataca as células do pâncreas responsáveis por produzir insulina.
“A resposta autoimune é influenciada por fatores genéticos, mas pode ser desencadeada por vírus, toxinas, alterações na microbiota intestinal ou exposição precoce a certos alimentos”, explica Mirella.
A especialista destaca que o aleitamento materno e a introdução tardia de leite de vaca e glúten parecem exercer efeito protetor, de acordo com estudos recentes.
É possível prevenir?
Apesar da influência da genética, a diabetes tipo 2 pode ser prevenida com mudanças simples na rotina. “Começa com escolhas diárias: uma alimentação rica em fibras e alimentos naturais, redução de ultraprocessados, prática regular de exercícios, sono de qualidade e controle do estresse”, orienta Carla.
Para quem já tem predisposição genética, os cuidados devem ser ainda mais rigorosos. Além dos exames tradicionais, como glicemia e hemoglobina glicada, a médica recomenda o uso de testes metabólicos avançados, como os realizados pela saliva, que podem detectar alterações antes mesmo do surgimento dos sintomas.
“Manter um peso saudável e monitorar o metabolismo de forma proativa pode reduzir significativamente o risco da doença”, reforça a médica.
Siga a editoria de e fique por dentro de tudo sobre o assunto!



Fonte: Só Notícias

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana