POLÍTICA

Michelly diz que indignao injusta

Published

on


Michelly Alencar.jpg

 

Diante da grande repercussão sobre o projeto de emenda à Lei Orgânica do vereador Mário Nadaf (PV), que visa extinguir o recesso parlamentar dos vereadores no meio do ano, a vereadora Michelly Alencar (União Brasil), se posicionou contra a medida defendida pelo colega, afirmando que a percepção de inatividade dos políticos é injusta e equivocada porque durante o período nenhum político ‘tira férias’.

Em entrevista a Rádio Capital FM, Michelly enfatizou que o recesso não significa férias, mas sim a suspensão temporária das sessões ordinárias por 14 dias, dando continuidade aos trabalhos fora do plenário.

“Sou contra o fim do recesso. As pessoas não têm noção, mas o recesso não é parar de trabalhar, só o fim das sessões. Nosso trabalho continua normalmente, desde que assumi nunca parei. Recesso não são férias, de jeito nenhum. É opinião coletiva, tudo que se remete ao político e as pessoas entendem como beneficio, por isso as pessoas sempre serão contra”, afirmou a vereadora, em um desabafo sobre o que considera um “linchamento” público da classe política.

Michelly lamentou como a pauta foi tratada pela sociedade, citando a indignação popular ‘seletiva’. Já que segundo ela, apenas vereadores são ‘linchados’, já que a própria Constituição Federal rege o recesso aos poderes.

“É uma indignação injusta, porque o vereador é o que mais apanha. Somos os que temos menos, continuamos trabalhando até em recesso. Se você for à Assembleia, você não encontra uma alma viva. Não vejo ninguém batendo. Na Justiça, com os magistrados são mais benefícios”, emenda.

A vereadora concluiu que o fim do recesso apenas penalizaria os vereadores, enquanto os demais Poderes continuariam a seguir a legislação vigente. “Só os vereadores pagariam o preço e os demais Poderes seguiriam a legislação. Estamos cumprindo a lei”, finalizou.

Como noticiou o GD, Mário Nadaf apresentará à Câmara de Cuiabá uma proposta de emenda à Lei Orgânica que põe fim ao recesso parlamentar, assim como foi feito durante o ano de 2020, com um projeto de sua autoria. À época, a proposta foi aprovada, entrou em vigor, mas foi revogada em 2021, sob alegação de ser um “eleitoreiro”.

À imprensa, o vereador explicou que atualmente o regimento da Casa segue uma legislação federal resguardando o recesso de 14 dias no meio do ano, mas que serviria apenas para a Câmara Federal e Senado, inaplicável as Câmaras municipais. Por isso, vê como desnecessário o recesso em julho, citando ainda o direito a licença dos mandatos, garantido a cada vereador.





Fonte: Folhamax

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana