POLÍTICA

Marina chama novo licenciamento ambiental de “golpe mortal”

Published

on


A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta 5ª feira (5.jun.2025) que as mudanças na Lei de Licenciamento Ambiental são um “golpe mortal” na legislação. A declaração foi feita em pronunciamento nacional de 4 minutos em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

Não podemos permitir que, em nome da agilização das licenças ambientais, seja desferido um golpe mortal em nossa legislação, justamente quando o desequilíbrio ecológico, que está acelerando as mudanças climáticas, nos cobra mais responsabilidade“, declarou.

Assista ao pronunciamento da ministra:

A fala mira a Lei Geral do Licenciamento Ambiental que aguarda votação na Câmara dos Deputados. O texto aprovado foi reformulado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ainda não há data definida para a apreciação do texto pelos congressistas.

A ministra afirmou que o Brasil possui “uma das mais completas e bem avaliadas leis ambientais do mundo“. Segundo ela, é possível aprimorar as políticas “sem permitir retrocessos que ponham a perder um esforço de décadas“.

Marina disse que durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  houve redução de 50% do desmatamento na Amazônia e de 32% em todo o território nacional. Ela destacou ainda a implementação do Plano Clima Participativo.

A ministra também falou sobre a COP30. Conforme Marina, o país tem chances de liderar a discussão ambiental pela ciência e “pelos saberes milenares dos povos indígenas e comunidades tradicionais”.

Na 3ª feira (27.mai.2025), a ministra se retirou de uma sessão no Senado depois de o senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmar que ela “não merecia respeito”. Ela havia sido convocada para tratar das áreas de conservação na Margem Equatorial.

Marina foi convidada a participar de audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado a pedido do senador Lucas Barreto (PSD-AP). O clima estava tensionado desde a aprovação do licenciamento ambiental na semana anterior.

Na ocasião, o Ministério do Meio Ambiente disse que a proposta enfraquece a legislação atual, viola a Constituição e representa riscos à segurança socioambiental do Brasil.



Fonte: Só Notícias

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana