JUDICIARIO

Justiça manda soltar Capitão da PM que agrediu e xingou soldado em confraternização

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Conteúdo/ODOC – O capitão da Polícia Militar Cirano Ribas de Paula Rodrigues, preso por agredir e humilhar um soldado subordinado durante uma confraternização em Brasnorte (a 580 km de Cuiabá), foi colocado em liberdade na última sexta-feira (20). A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada pelo juiz Fábio Alves Cardoso.

Cirano havia sido detido na madrugada de terça-feira (18), após ser acusado de imobilizar o soldado com um golpe conhecido como “mata-leão”, destruir o celular da vítima e proferir ofensas de cunho racista e pessoal em público. A agressão ocorreu após um evento do moto clube Rota 170, do qual ambos fazem parte.

Durante a audiência, o magistrado considerou que, apesar da gravidade do episódio, não ficou comprovado que a liberdade do capitão representaria risco à ordem pública ou ao andamento da investigação. O juiz também destacou que Cirano foi afastado da função de comando imediatamente após o ocorrido, o que, segundo ele, reduz a possibilidade de interferência nas apurações.

Outros fatores considerados na decisão foram o fato de o oficial ser réu primário, não ter antecedentes criminais e o episódio ser, até então, um comportamento isolado em sua carreira. A ausência de lesões corporais graves na vítima também foi levada em conta.

A liberdade foi concedida mediante cumprimento de medidas cautelares. Entre elas, Cirano está proibido de manter contato com o soldado, seja pessoalmente ou por qualquer meio de comunicação. Ele também deverá manter seus dados atualizados junto à Justiça e comparecer a todos os atos processuais.

De acordo com o boletim de ocorrência, o capitão, sob efeito de álcool, não apenas agrediu fisicamente o subordinado, como também o expôs ao ridículo diante de outras pessoas, ordenando que ele se sentasse no chão com frases de cunho discriminatório, como “Cachorro e preto senta no chão”. Ainda segundo o relato, Cirano fez ataques à família do soldado, questionando a paternidade de seu filho recém-nascido.

O soldado teve a arma recolhida por seguranças do local e está sob acompanhamento psicológico e jurídico. O caso segue sob investigação, e o capitão responderá ao processo em liberdade, sob monitoramento da Justiça.



Fonte: O Documento

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