POLÍTICA
Júlio teme que ausência de nomes no União prejudique chapas
Acontece nesta segunda-feira (2), às 18h, a grande reunião partidária do União Brasil visando as eleições de 2026 a nível estadual. Um dos principais nomes da sigla, o deputado estadual Júlio Campos acredita que o atual banco de filiados na sigla seja insuficiente para a montagem de chapas e defende que esse assunto seja prioridade na eleição.
De acordo com o deputado, com a grande possibilidade do Senado aprovar o Projeto de Lei Complementar (PLP) 177/2023, que aumenta o número de cadeiras na Câmara Federal que impacta diretamente nas Assembleias Legislativas, é necessário que o partido tenha no mínimo 31 candidatos. Por isso, teme que a sigla não consiga encontrar filiados para a disputa, indicando que a direção estadual inicie o processo de convites à ex-prefeitos e vereadores.
“Com o aumento do número de vagas na Assembleia e na Câmara Federal, nós temos que preparar no mínimo 10 a 11 candidatos a deputados federais e pelo menos 30 e 31 candidatos à Assembleia Legislativa. E você conseguir esse número de candidatos para poder eleger cinco deputados estaduais, dois ou três federais, nós temos que movimentar agora, convidar os ex-prefeito, algum vereador de grande votação para vir somar conosco no projeto político de 2025”, contou o deputado.
Além do número total de candidatos, Júlio lembrou que pela legislação eleitoral, pelo menos 30% sejam candidatas, quadro que para ele ainda é distante no Estado, por conta da baixa participação feminina na política. “Temos um problema sério, 30% dos candidatos tem que ser candidatas, tem que ser mulheres. Então, para você agregar numa chapa de 30 vagas, nove tem que ser mulheres. Você tem que trabalhar agora as mulheres para vir filiar conosco, para vir participar e estimular elas a disputar o mandato na eleição da chapa de deputados estaduais e federais”, emenda.
Por fim, ao ser questionado se não acreditava ser precoce o debate sobre montagens de chapas e eleições de 2026, Júlio descartou ressaltando que os principais partidos já dialogam com seus filiados desde 2024, por isso pede celeridade ao União Brasil.
“Vai ser a primeira reunião após as eleições de 2024, que é nosso partido União Brasil, vai reunir não só a executiva como as principais lideranças. Não é que está cedo, é que os outros partidos adversários nosso o PL, o Republicano, o MDB, o PSD e até a própria esquerda, o PT, já estão se movimentando para formatar uma grande chapa de deputados estaduais, de deputados federais e até da majoritária, governador e senador”, finaliza.
Essa será a primeira reunião do União após o saldo amargo das eleições de 2023 na capital, mesmo sendo partido com mais prefeituras, nas principais cidades a agremiação foi derrotada como Cuiabá, Rondonópolis e Várzea Grande. Também será o primeiro encontro entre a sigla e o Partido Progressistas, ambas estarão juntas nas eleições do ano que vem por meio de federação.
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