POLÍTICA
Governo conversa com o Congresso por ajustes fiscais, diz Gleisi
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou neste domingo (8.jun.2025) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dialogando com líderes do Congresso e com os presidentes das Casas Legislativas, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), para “fazer alguns ajustes para manter o equilíbrio fiscal”.
Responsável pela articulação com o Congresso, Gleisi estará presente na reunião com representantes do Ministério da Fazenda na residência oficial da Câmara, marcada para as 18h. A equipe econômica discutirá com os líderes da Casa Baixa alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para aumentar a arrecadação.
Gleisi reforçou que o compromisso do chefe do Executivo é manter o país na rota do desenvolvimento. “Enquanto alguns especulam e outros torcem contra o país, Lula trabalha com seriedade e confiança por um Brasil melhor”, escreveu em seu perfil no X.

Aproveitou também para fazer uma crítica a taxa de juros, atualmente em 14,75% ao ano. “Não fossem os juros estratosféricos sobre a dívida pública, estaríamos em um patamar bem mais baixo que os 76,2% dela em relação ao PIB, embora seja esse um patamar bem administrável, o mesmo de abril de 22”, disse.
O governo deve apresentar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e um projeto de lei. A equipe econômica estuda também a possibilidade de uma MP (medida provisória).
O Poder360 apurou que a alta do imposto sobre cartões de crédito internacionais deve ser mantida, ao menos para 2025. Haddad deve seguir o caminho indicado por Motta e compensar a renúncia fiscal com medidas estruturais, com efeito a partir de 2026, sobretudo com a revisão e o fim de alguns subsídios tributários.
Por outro lado, outro corte estudado e com efeito imediato nas contas do governo é reduzir o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. O gasto da União com o Fundeb será de R$ 58,8 bilhões em 2025 –alta de 18,3% em relação a 2024. A ideia é reduzir o ritmo desse crescimento.
Uma contenção mais incisiva também foi discutida por Alcolumbre, que condicionou a revisão do IOF a reformas estruturais e que, segundo ele, “não dá para tratar isoladamente o problema das contas públicas do país. São agendas sensíveis, mas que precisam ser debatidas”.
Essa agenda deverá enfrentar resistência, inclusive dentro da ala mais próxima ao governo. Deputados ouvidos pelo Poder360 avaliam que os temas são muito caros à esquerda e há dificuldade de se avançar nessas questões em um ano pré-eleitoral. Questionam qual será o discurso de Lula em sua campanha pela reeleição caso o governo apoie medidas que podem reduzir os recursos para saúde e educação.

-
MATO GROSSO5 dias agoALMT tem agenda intensa de reuniões e audiências públicas
-
MATO GROSSO5 dias agoMega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 150 milhões nesta quarta
-
MATO GROSSO6 dias agoArcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza
-
ESPORTES2 dias agoJustiça volta atrás e suspende jogo do Vasco contra o Boca no Maracanã
-
MATO GROSSO5 dias agoPolícia investiga ligação de policiais com facção criminosa
-
CIDADES5 dias agoPrefeitura realiza novo credenciamento do Programa “Prospera + Diamantino” para fornecedores de cestas básicas
-
MATO GROSSO6 dias ago95 anos da padroeira do Brasil; entenda
-
MATO GROSSO5 dias agoOrçamento de Mato Grosso para 2027 prevê R$ 46,1 bilhões


