POLÍTICA

Gleisi diz que Bolsonaro foi “evasivo” em depoimento ao STF

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A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou nesta 4ª feira (11.jun.2025) como “evasivo, quando não mentiroso” o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao STF (Supremo Tribunal Federal) no inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

“Ele não conseguiu esclarecer, por exemplo, a questão da ‘minuta do golpe’ que ele estava envolvido, nem o seu envolvimento no Punhal Verde e Amarelo, que tinha, além da minuta, a tentativa de assassinato até do presidente Lula e também do ministro Alexandre de Moraes”, disse Gleisi a jornalistas, depois da sessão do TCU (Tribunal de Contas da União) que analisou a prestação de contas de 2024 do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bolsonaro e outros 7 réus do “núcleo crucial” da ação penal por tentativa de golpe foram interrogados pela 1ª Turma do STF. Os depoimentos começaram na 2ª feira (9.jun) e foram concluídos na 3ª feira (10.jun). Segundo a PGR (Procuradoria Geral da República), os integrantes do grupo teriam sido responsáveis por liderar as ações da organização criminosa que tinham como objetivo impedir a posse de Lula, eleito em 2022.

Bolsonaro foi ouvido na 3ª feira (10.jun). Durante o depoimento, confirmou que se reuniu com os então comandantes das Forças Armadas —Freire Gomes (Exército), Baptista Júnior (Aeronáutica) e Almir Garnier (Marinha) — para discutir a possibilidade de edição de um decreto de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Segundo ele, no entanto, o tema foi tratado dentro dos limites constitucionais, sem intenção de promover um golpe de Estado.

O ex-presidente também negou qualquer participação ou envolvimento na elaboração da chamada “minuta do golpe” —documento que previa a decretação de estado de sítio ou de defesa, medidas que exigiriam aprovação do Congresso. Declarou que nunca “enxugou” o documento. “Nunca pensamos em fazer algo ao arrepio da lei”, declarou.

A fala contraria o depoimento e a delação do tenente-coronel Mauro Cid, que disse que Bolsonaro recebeu, leu e solicitou mudanças na chamada “minuta do golpe”.



Fonte: Só Notícias

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