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Gabigol e Kannemann tiveram salários desviados por estelionatários investigados em operação em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu hoje um mandado de busca e apreensão e prisão em Cuiabá no âmbito da Operação Falso 9, deflagrada pelas Polícia Civis de Rondônia do Paraná, para desarticular um esquema de estelionato milionário contra jogadores de futebol de times brasileiros e uma instituição financeira, por meio de fraudes na portabilidade de salários. Entre os jogadores está o atacante Gabigol atualmente no Cruzeiro, e o zagueiro Kannemann do Grêmio.
O alvo em Mato Grosso reside no bairro São Sebastião, em Cuiabá. No local, foram apreendidos aparelhos celulares, máquinas de cartão de crédito, além de uma caixa com grande quantidade de dinheiro em espécie. O valor apreendido ainda está sendo contabilizado, mas é possível que ultrapasse R$ 400 mil, informou a polícia.
A investigação começou, segundo o delegado Thiago Lima, da Polícia Civil do Paraná, após o banco alvo da fraude perceber as movimentações suspeitas em nome dos jogadores e denunciar o caso. Os casos começaram a acontecer em agosto do ano passado. Somente da conta do Gabigol, foram desviados mais de R$ 800 mil, de Kannemann, R$ 400 mil, conforme o delegado.
Segundo o portal Globo, o zagueiro gremista recuperou o valor. O atacante do Cruzeiro não se manifestou.
Conforme Só Notícias já informou, ao todo, foram 33 mandados judiciais expedidos, sendo 22 de busca e apreensão domiciliar, nove de prisão preventiva e dois de prisão temporária. Além de Cuiabá, nas cidades de Almirante Tamandaré (PR), Curitiba (PR), Lábrea (AM) e Porto Velho (RO).
Os criminosos abriram contas bancárias com documentos falsos e dados de jogadores de futebol. Em seguida, solicitavam a portabilidade do salário da vítima para a conta falsa. Assim que os valores eram recebidos, os golpistas transferiam o dinheiro para outras instituições financeiras, compravam produtos e serviços ou faziam saques em caixas eletrônicos, para dificultar o rastreamento e a recuperação do dinheiro.
O montante total desviado ultrapassa R$ 1 milhão, dos quais R$ 135 mil foram recuperados e bloqueados preventivamente. Após a detecção da fraude, a instituição financeira corrigiu imediatamente a vulnerabilidade e ressarciu as vítimas, que não tinham conhecimento do golpe, e identificaram, ainda, que, entre os criminosos beneficiários identificados, estão pessoas jurídicas com sede em Cuiabá e Porto Velho (RO), além de pessoas, que receberam, juntos, mais de R$ 287 mil.
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