POLÍTICA
Explosão de panela de pressão pode ser causa de incêndio que matou criança
Davi Lucas Oliveira Santos, de 5 anos, foi identificado como a criança que morreu na tarde desta terça-feira (03), em um incêndio, no Residencial Lula Brasil II, na região do Contorno Leste, em Cuiabá. De acordo com o delegado de Polícia Civil, Nilson Farias, a suspeita é que uma panela de pressão teria explodido e iniciado o incêndio.
Erlan Aquino

O delegado apontou que tudo indica para a explosão da panela, pois o botijão de gás estava intacto e a panela, quebrada. Segundo Nilson, mesmo que o fogo tivesse se espalhado pela casa e a panela de pressão estivesse aberta, ela não iria rachar.
“Nesse primeiro momento foi identificado a panela de pressão [que] está quebrada. Era um fogão adaptado no chão. Então, ela [panela] deve ter superaquecido e explodido”, afirmou Nilson.
Conforme relatos, a residência era composta por dois cômodos e um banheiro, onde moravam a mãe, o padrasto e a criança. No momento do incêndio, o padrasto estava no trabalho. A mãe estava em um dos cômodos e foi retirada da casa por um rapaz. Em estado de choque, desmaiou e, ao recobrar a consciência, foi informada sobre o falecimento do filho.
O delegado disse que, conforme análises periciais, Davi teria se escondido atrás da geladeira, logo após a explosão. No entanto, como a casa foi tomada pelas chamas, ele não conseguiu sair.
“A mãe, por sua vez, estava em outro cômodo. Ela diz que teve um mal súbito, caiu e alguém tirou ela da casa. Ela sai da residência e não consegue retirar essa criança, que acaba morrendo queimada ali. Isso vai ser analisado também”, destacou.
Reprodução

Prefeitura presta assistência
A Prefeitura de Cuiabá informou que está prestando assistência à família, por meio de uma força-tarefa emergencial formada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária e a Defesa Civil.
Segundo o Município, equipes da Assistência Social estiveram no local para oferecer apoio psicológico e social aos familiares. Em conversa com os profissionais, a mãe e o padrasto teriam informado que, neste momento, não desejam ser encaminhados para acolhimento institucional.
A Prefeitura fez o levantamento das principais necessidades da família, como cestas básicas, roupas e calçados e técnicos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Dr. Fábio participaram da ação, realizando encaminhamentos para benefícios eventuais e doando algumas peças de vestuário.
A Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária vistoriou o terreno e iniciou o processo de cadastramento da família em programas habitacionais, visando à inclusão na fila de espera por moradias populares. Já a Defesa Civil fez o reconhecimento da área afetada e continua oferecendo suporte técnico e logístico. “A família seguirá sendo assistida com doações, além de suporte psicológico e social”, informou o Município.
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