CIDADES
Endemias realiza vacinação antirrábica em 4 comunidades rurais neste sábado (28)
Começado em março, a campanha, até o momento, já alcançou 4.565 animais. A meta é alcançar, até final do ano, 38 mil entre gatos e cachorros. O coordenador do Centro de Combate às Endemias, Alef Souza Costa, explica que o imunizante promove a saúde dos pets e de seus tutores, bem como garante a segurança da população como num todo.
Devem ser vacinados todos os cães e gatos a partir de três meses de idade, que estejam sadios, bem como fêmeas amamentando. As prenhes, não devem ser imunizadas.
“Orientamos que os cães sejam levados com coleira e guia seguras, e os de grande porte, é indicado o uso de focinheira. Já os gatos, devem estar em caixas de transporte ou mesmo enrolados em mantas, para proteção de todos, dos profissionais, bem como do próprio animal”, explicou Alef.
A vacinação antirrábica é fundamental para a proteção da saúde do animal, prevenindo a raiva que quase sempre é fatal para cães, gatos e até humanos. A vacinação é altamente eficaz e previne a transmissão do vírus.
Casos
Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, entre 2015 e 2024, Mato Grosso registrou apenas 3 casos da doença, nos municípios de Cuiabá, Tangará da Serra e Sorriso. A cidade de Sinop não possui ocorrência dessa natureza, há 10 anos. Alef afirma que o dado positivo se deve a recorrência e eficácia da estratégia de vacinação.
“A vacina é importante e previne essa doença. Há uma década nós não registramos essa doença em nosso território e isso se deve à imunização. Em Sinop vacinamos cães e gatos, contra a raiva, durante todo o ano. Nesse período de campanha nacional, fazemos uma mobilização maior, mas vacina possui o ano inteiro e tem dado certo”, comentou.
O Brasil, neste mesmo período, registrou 241 casos de raiva em cães e gatos. Desses, 77,2% (186 casos) foram confirmados em cães domésticos, sendo que, 74 casos de raiva canina variante típica de cães domésticos AgV1 e AgV2.
Em 2015, 72 caninos (AgV1) originou uma epizootia na fronteira do Brasil com a Bolívia, que também resultou em um óbito humano em Corumbá e Ladário, Mato Grosso do Sul. Embora essa epizootia tenha sido controlada, continua sob monitoramento.
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