POLÍTICA
Coronel Tadeu assume mandato no lugar de Carla Zambelli
O deputado federal Coronel Tadeu (PL-SP) assumiu nesta 2ª feira (16.jun.2025) o mandato no lugar da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que está na Itália foragida da Justiça brasileira.
“Para mim é uma honra, mas também uma tristeza muito grande estar aqui neste momento, uma vez que estou substituindo uma colega que nesse momento passa por algumas dificuldades”, disse Coronel Tadeu em discurso.
O congressista cobrou celeridade na análise do PL (projeto de lei) 2.858 de 2022, que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de Janeiro.
“Achava que em 90 dias esse projeto já estaria resolvido. Faço um apelo para que a gente corrija o curso do país”, disse.
Coronel Tadeu também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Disse que o Brasil não tem andado da forma que esperava e afirmou estar decepcionado com a situação fiscal do país.
Tadeu assumiu o cargo da deputada, pois a Câmara concedeu uma licença de 127 dias a Zambelli. Ele foi o 3º suplente mais votado nas eleições de 2022. Teve 61.546 votos em 2022.
Os outros 2, Adilson Barroso e Missionário José Olímpio, assumiram os mandatos de Guilherme Derrite, que foi para a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se licenciou e hoje mora nos EUA.
Em 14 de maio, a 1ª Turma do STF condenou Zambelli, por unanimidade, a 10 anos de prisão, além da perda de mandato, por falsidade ideológica.
Ela e o hacker da “Vaza Jato”, Walter Delgatti Neto, tentaram invadir o sistema do CNJ para emitir um mandado de prisão para o ministro Alexandre de Moraes, como se ele mesmo tivesse determinado a própria prisão.
Segundo as investigações, a invasão foi executada por Delgatti, que confirmou ter realizado o trabalho a mando da deputada. O hacker foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão.
Zambelli declarou que havia deixado o Brasil em 3 de junho. Inicialmente, ela foi aos EUA. No dia seguinte, Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva e a suspensão das redes sociais de Zambelli.
O nome da congressista foi acrescentado à lista vermelha da Interpol em 5 de junho, a pedido de Moraes. Com isso, ela passou a ter o nome divulgado como foragida internacional e pode ser presa no exterior.
Em 6 de junho, a deputada disse à CNN Brasil que pretende se apresentar voluntariamente às autoridades italianas. No mesmo dia, a 1ª Turma do STF rejeitou, por unanimidade, o recurso da congressista contra a condenação.
Esta reportagem foi escrita pela estagiária de jornalismo Isabella Luciano sob a supervisão da editora-assistente Isadora Albernaz.
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