SAÚDE
Conitec analisa a distribuição de Wegovy pelo SUS contra a obesidade
A avaliação da Conitec será para averiguar se o remédio poderá ser incorporado aos medicamentos distribuídos pelo governo. O pela comissão, porém, foi desfavorável à incorporação.
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“Para essa recomendação, os membros consideraram a elevada razão custo-efetividade incremental da tecnologia avaliada, o elevado impacto orçamentário incremental e a incerteza do tempo de uso da semaglutida”, afirma o relatório.
O texto, porém, pode mudar a partir dos resultados da consulta que vai até 30 de junho. As contribuições Se for incorporado, o tratamento vai focar em pacientes com histórico de problema cardiovascular, sem diabetes e a partir de 45 anos.
A fabricante do remédio, a Novo Nordisk, se manifestou defendendo a inclusão. Segundo Priscilla Mattar, vice-presidente médica do laboratório no Brasil, entre a abortagem da dieta e exercícios, considerada uma intervenção muito branda, e a cirurgia bariátrica, muito mais invasiva. “Ela oferece, pela primeira vez na rede pública, uma opção farmacológica comprovada e eficaz para o tratamento da obesidade”, diz.
O Wegovy é fabricado a partir da semaglutida, assim como o Ozempic, mas é voltado para a perda de peso, e não à diabetes
A questão do preço
Aprovado pela Anvisa em janeiro de 2023, o Wegovy chegou ao mercado brasileiro em agosto de 2024. Ele foi o primeiro tratamento com canetas emagrecedoras para a obesidade,
O Wegovy passou por uma recente redução em seus custos. A caixa com 2,4 mg passou de R$ 1.981 para R$ 1.699 no comércio digital. A caixa de 1,7 mg caiu para R$ 1.399 no e-commerce.
Para a incorporação no SUS, a Novo Nordisk sugeriu como preço para o governo um custo de R$ 1.090 para as doses de 2,4 mg e R$ 727 para a de 1,7 mg, valores próximos, mas inferiores em média em R$ 50 ao preço máximo de venda que pode ser feito ao governo.
Resultados clínicos do Wegovy
Diferente do Ozempic, usado de forma “off label” para emagrecimento, o Wegovy tem prescrição aprovada para obesidade e sobrepeso. A bula especifica o uso em pessoas com pelo menos uma comorbidade ligada ao excesso de peso.
Em ensaios clínicos, o medicamento conseguiu reverter a obesidade em metade dos participantes que fizeram uso contínuo da substância. A semaglutida também reduziu em 20% o risco de infarto e AVC entre os voluntários avaliados nos testes de longo prazo.
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