POLÍTICA

CGE nega citao de deputados; delegada da PC ser convocada

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Após falar em processar a delegada da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), Juliana Rado, o deputado estadual Faissal Calil (Cidadania) quer leva-la à Assembleia Legislativa (ALMT) para prestar esclarecimentos sobre o inquérito civil que deu origem à deflagração da Operação Suserano, em 2024. A fala dita na reunião com o controlador-geral do Estado, Paulo Farias, nesta quinta-feira (26).

A Operação Suserano apura se houve prejuízo de R$ 28 milhões aos cofres públicos na compra de kits agrícolas com sobrepreço. A investigação aponta que parte dos kits foi entregue em cidades onde os deputados ou aliados eram candidatos nas eleições de 2024, o que levou a Polícia Civil a encaminhar o caso à Polícia Federal por suspeita de crime eleitoral.

De acordo com Paulo Faria, Operação Suserano, identificou indícios de sobrepreço em compras de kits agrícolas, mas não fez acusações nominativas a deputados estaduais. Faissal é mencionado no inquérito da Polícia Civil por ter sua irmã, Paula Calil (PL), como candidata à vereadora por Cuiabá. “Além disso, os deputados estaduais Carlos Avallone, Faissal Callil, Wilson Santos e Juca do Guaraná destinaram emendas executadas pela Pronatur em cidades das quais tiveram familiares beneficiados (esposa e irmãos, respectivamente)”, diz trecho.

Ao questionar o controlador, Faissal perguntou diversas vezes se ele ou a irmã eram citados no relatório da CGE, algo que foi negado diversas vezes por Farias. “Nenhum deputado foi citado no nosso relatório. A CGE não investiga deputado”, ressaltou.

Foi então que ao passar a palavra ao presidente Max Russi (PSB), disse que seria necessário trazer a delegada na Casa de Leis. Em suas redes sociais anteriormente o parlamentar publicou um vídeo onde desafia a delegada para que ela “prove” se Paula Calil fez a entrega de algum kit ou incidiu em crime eleitoral. Ao responder os comentários, entre eles um que sugere um processo contra a servidora, disse que “isso vai ser feito”.





Fonte: Folhamax

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