POLÍTICA
Cassada chega com o pé esquerdo na Assembleia e promete incomodar
Quando assumir a vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em meados de agosto, a ex-vereadora Edna Sampaio (PT) chega com o proverbial “pé esquerdo” — por culpa própria e de adversários políticos. Em entrevista à Rádio Cultura FM,, a ex-parlamentar que teve o mandato cassado sob acusação de envolvimento num suposto esquema de “rachadinha” não perdeu a oportunidade de lançar farpas, afirmando que “alguns políticos surfam em ondas apenas por votos”.
Edna chega ao cargo com discurso crítico e já sinaliza que sua atuação será marcada pela defesa de pautas sociais, combate à violência contra as mulheres e enfrentamento às práticas que considera oportunistas dentro do parlamento. “Tem muita gente que não é bolsonarista, tem muita gente que sabe da gravidade de defesa de certas pautas. Mas surfa na onda simplesmente pela questão do voto. É como se o voto valesse mais do que as vidas de mulheres, vidas da classe trabalhadora”, declarou.
Sampaio ficará no cargo por dois meses, mas ainda não está claro que ela ocupará a cadeira de Lúdio Cabral ou de Valdir Barranco, ambos deputados do PT no Legislativo Estadual. A ex-vereadora já possui histórico de embates com futuros colegas de plenário, como é o caso do deputado Gilberto Cattani (PL). Os dois protagonizaram discussões públicas desde 2021, quando Edna o acusou de homofobia após ele comparar a gestação de mulheres com vacas.
O caso acabou judicializado e em fevereiro de 2024, Edna foi condenada a indenizar o parlamentar bolsonarista em em R$ 3 mil (valor inicial), corrigido para R$ 10,7 mil com bloqueio de R$ 17,4 mil das suas contas da ex-vereadora. Em suas palavras, o juiz determinou que Edna “transpôs os limites da imunidade”, pois ela teria acusado Cattani de crime sem investigação formal.
Apesar disso, ela afirma que seu foco será discutir questões como defesa dos direitos das mulheres e o combate às desigualdades raciais e econômicas. “A pauta que apareceu com mais força é a questão do feminicídio. Eu acho que, por ser uma mulher, por ter defendido sempre a pauta das mulheres, e pelo Estado estar numa situação muito grave em relação à vida das mulheres, isso deve ser a pauta que deve perpassar todas as outras nesse período que eu estiver na Assembleia Legislativa”, afirmou.
A petista reconheceu que Mato Grosso é um estado majoritariamente conservador e bolsonarista, o que, segundo ela, torna ainda mais necessário que as vozes progressistas estejam presentes nos espaços de poder. “É muito importante que o rodízio aconteça para que esse espaço seja ocupado e fortalecido por pessoas que têm trajetórias políticas, que ainda não conseguiram chegar no mandato, mas que têm possibilidade de chegar. Porque nós precisamos de pessoas na política, não por um ano, por dois anos, por um mandato. Nós precisamos de pessoas que se dediquem à política”, defendeu.
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