CIDADES
Após protesto, Abilio estuda opções para manter ambulantes no Centro de Cuiabá
Com a recusa dos ambulantes de saírem do Centro de Cuiabá, principalmente das calçadas da Avenida 13 de Junho, e irem para o Shopping Orla, no Porto, o prefeito Abilio Brunini (PL) já estuda a viabilidade de manter os vendedores na região central. A declaração foi feita pelo prefeito na manhã desta quinta-feira (04), durante protesto realizado pela categoria na Praça Ipiranga.
Entre as alternativas estudadas por Abilio estão o calçadão Antônio João e a via lateral da Loja Giga. “Vamos estudar essas alternativas agora à tarde. A nossa equipe técnica vai fazer as avaliações e, se for possível, por que não? Se não tiver nenhum obstáculo à mobilidade, se não tiver nenhum obstáculo ao passeio público, não tem por que a gente barrar”, afirma.
Reprodução

“Eu me comprometi com eles de a gente se reunir hoje no fim da tarde, avaliar os lugares e se tudo der certo, até amanhã eles podem estar já ocupando esse novo espaço. Se não der, a gente reavalia e encontra um espaço novo”, destaca o prefeito.
Abilio ainda descartou que a Prefeitura vai prender mercadorias dos ambulantes e que a decisão de retirá-los das calçadas era organizacional. “A nossa ideia não é prender mercadoria de ninguém. Nós não queremos fazer maldade com nenhum trabalhador, nada disso. O que a gente quer é organizar as calçadas e organizar o passeio público. Isso é necessário”, salienta.
“Nós não queremos fazer maldade com nenhum trabalhador, nada disso. O que a gente quer é organizar as calçadas e organizar o passeio público”
Abilio Brunini
Protesto de ambulantes
Nesta quinta, ambulantes que têm barracas na região do Centro de Cuiabá fizeram manifestação na Praça Ipiranga contra a retirada de suas bancas da região, imposta pelo prefeito Abilio Brunini (PL).
Em conversa com a imprensa, Augusto Ferreira Silva, presidente do Sindicato dos Camelô do Estado de Mato Grosso, afirmou que o Shopping Orla não é viável por conta da estrutura do local. “Não é viável porque a gente já veio de lá. Quando fundou aquele shopping, na gestão de Chico Galindo e Wilson Santos, eu já era o presidente do sindicato. Ficamos 4 anos lá e não deu nada. Hoje, 13 anos depois, está do mesmo jeito. Tem três, quatro bancas abertas. Entao não tem como”, afirma.
Para ele, a solução mais viável é continuar no Centro. “Qualquer rua, qualquer local seria bom para nós. Porque se um se instala, o resto da turma vai atrás”, destaca.
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