POLÍCIA
Policial confessa ter recebido R$ 150 mil de casal para planejar assassinato de Renato Nery
Conteúdo/ODOC – O policial militar da Rotam, Heron Teixeira Pena Vieira, preso desde 7 de março em Cuiabá, confessou nesta semana ter recebido R$ 150 mil para planejar o assassinato do advogado Renato Nery. Segundo ele, o acordo inicial era de R$ 200 mil.
Heron apontou como mandantes do crime os empresários Julinere Goulart Bentos e César Jorge Sechi, de Primavera do Leste.
O casal foi preso nesta sexta-feira (9), no condomínio Cidade Jardim, em Primavera do Leste.
As investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelam que o valor combinado não foi totalmente pago, o que levou os envolvidos a extorquir os mandantes para manter o silêncio.
Heron também disse que os R$ 150 mil foram divididos apenas entre ele e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, preso como o executor de Nery.
Além disso, o policial confirmou a participação do militar Jackson Pereira Barbosa — vizinho de condomínio do casal —, que teria recrutado o também policial Ícaro Nathan Santos Ferreira, da inteligência da Rotam.
Ícaro foi quem conseguiu a arma usada no crime. Ambos foram presos no dia 17 de abril. Já Heron e Alex foram presos nos dias 6 e 7 de março.
Outros policiais presos por suposta de participação no crime são: Leandro Cardoso, Wailson Ramos, Wekcerlley de Oliveira e Jorge Roberto Martins.
Eles teriam sido responsáveis pela ocultação da arma do crime, que foi plantada em um confronto forjado no dia 12 de julho, em Cuiabá, que resultou na morte de um homem e feriu outros dois.
Um homem identificado como Kaster Huttner Garcia também foi preso acusado de auxiliar no crime, sendo responsável por buscar, na cidade de Barão de Melgaço, a motocicleta utilizada pelo executor do homicídio.
A motivação do assassinato do advogado, segundo a Polícia Civil, seria uma disputa por terras em Novo São Joaquim, avaliadas em mais de R$ 30 milhões.
Morte de Renato Nery
Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na frente de seu escritório, na Capital.
O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas após o procedimento médico.
Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado.
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