AGRICULTURA

Pesquisas e ações são armas no combate ao greening no principal cinturão citrícola do país

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Com o objetivo de apoiar os produtores na adoção de medidas preventivas e de controle ao greening, umas das doenças que mais afetam os pomares de laranja, limão e tangerina, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo lançou no ano passado uma linha de crédito chamada de “Combate ao Greening”. Foram liberados mais de R$6 milhões para 32 produtores paulistas.

Além disso, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) atua com ações sanitárias, fiscalização e orientação técnica em todo o estado, além de seguir na linha de frente no combate à doenças como o Greening/HLB e o Cancro Cítrico.

A legislação em vigor estabelece medidas rigorosas de defesa sanitária vegetal, como a proibição do comércio ambulante de mudas cítricas, prática que representa risco significativo à sanidade dos pomares comerciais. Em 2024, foram 1743 fiscalizações de HLB , totalizando 4.502.358 mudas retiradas. Além disso, foram realizadas 37 palestras educativas para público externo.

A Coordenadoria também possui um canal direto para denúncias sobre pomares abandonados ou mal manejados. Em abril foram atendidos 57 chamados. “A presença desses pomares, sem controle do psilídeo (Diaphorina citri) — vetor do greening — ou sem a devida erradicação de plantas contaminadas, representa uma ameaça à citricultura paulista, ao funcionar como fonte permanente de disseminação da doença”, informou a CDA.

Pesquisa e inovação na luta contra o greening

Para ampliar a base de conhecimento e promover inovação no setor, foi criado o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA), resultado de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), o Fundecitrus, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

Com investimento previsto de R$ 90 milhões nos próximos cinco anos, o CPA tem como missão promover a formação de novos grupos de pesquisa e consolidar iniciativas existentes, com foco prioritário no enfrentamento ao greening. Sediado na Esalq/USP, em Piracicaba (SP), o centro representa um avanço estratégico e promete ser um divisor de águas para a citricultura brasileira, integrando ciência, inovação e políticas públicas no combate aos principais desafios do setor.

Laranja em alta

O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) divulgou a estimativa da safra de laranja 2025/26 para o cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, com previsão de 314,11 milhões de caixas de 40,8 kg. A projeção representa um crescimento de 26,4% em relação à safra anterior, que foi fortemente impactada por condições climáticas adversas.

A citricultura paulista é responsável por cerca de 80% da produção nacional de laranja e por 90% do suco de laranja processado no país, consolidando o estado como líder global do setor.

A cadeia produtiva movimenta mais de US$3 bilhões ao ano e gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos. Em 2024, o grupo de sucos respondeu por 9,6% das exportações do agronegócio paulista, totalizando R$17,78 bilhões, sendo o suco de laranja o principal item, responsável por 98,1% desse valor.



Fonte: Canal Rural

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