POLÍTICA
Objetivo da Polícia é recuperar fotos de formandos lesados, diz delegado
Um dos objetivos da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) com a Operação Ilusion, deflagrada na manhã desta terça-feira (20), era recuperar fotos e books que haviam sido pagos antecipadamente por alunos, clientes da empresa Imagem Eventos, que deu calote de R$ 7 milhões em cerca de mil formandos. O casal de empresários Márcio Nascimento, de 49 anos, e Eliza Severino, 51, responsáveis pela empresa, foram alvos de mandados de prisão preventiva, não foram localizados e são considerados foragidos.
Montagem/João Aguiar

Segundo o delegado da Decon, Rogério Ferreira, nas investigações ficou claro que, desde setembro, o casal planejava o fechamento das empresas, já que mudou a forma de cobrança dos materiais fotográficos. Antes, a cobrança ocorria apenas após a entrega dos books. Nos últimos meses, no entanto, o casal passou a cobrar antecipadamente pela entrega das fotos.
Com o sumiço “da noite para o dia” da empresa, o casal também teria sumido com o material de alguns alunos que já haviam pago pelo serviço. Nesta terça, com o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, um dos objetivos foi recuperar cartões de memória que tinham essas fotografias.
“Sendo recuperado esse material, a Polícia Civil vai pedir autorização à Justiça para fornecer esse material para os formandos”
Delegado Rogério Ferreira
Conforme o delegado, em um dos endereços, do irmão de Márcio, foram localizados alguns cartões com fotos. “Recuperamos, já temos informações de que recuperamos uma parte do material. Se é todo o material, nós não sabemos ainda. Mas já temos a confirmação de que uma parte do material foi recuperada”.
“Sendo recuperado esse material, a Polícia Civil vai pedir autorização à Justiça para fornecer esse material para os formandos”, salienta.
Calote premeditado
Segundo Rogério Ferreira, desde setembro o casal de empresários Márcio Nascimento e Eliza Severino já planejava o fechamento das empresas. “Nesse período, eles se organizaram para deixar Cuiabá, para ir para outros estados, montaram negócios, empresas nesses lugares, para fechar os que estavam abertos aqui”.
“Além disso, mudaram a forma da cobrança que eles faziam dos materiais fotográficos. Antes a empresa fazia comercialização, confeccionava os books e após a entrega é que ela recebia [o pagamento], ou durante o momento da entrega. Quando eles perceberam que as empresas iriam fechar, eles mudaram a forma de receber esses valores e passaram a exigir o pagamento adiantado”, salienta.
Operação
Nesta terça, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi às ruas para cumprimento de 20 ordens judiciais contra os responsáveis pela empresa de eventos. Além de mandado de prisão contra o casal, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar, restrição administrativa em oito veículos automotores, suspensão de atividade econômica de empresas e o sequestro e bloqueio de R$ 7 milhões em bens e valores em contas bancárias dos quatro suspeitos e de suas empresas.
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