POLÍTICA
Na DHPP, caseiro muda depoimento e confessa ter matado Renato Nery
O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva confessou, em novo depoimento na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, que matou o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso, Renato Gomes Nery. O crime aconteceu em julho de 2024.
Segundo apurado pelo
, a confissão aconteceu na manhã desta quinta-feira (15) e confirma também o depoimento do policial militar, 3º sargento da Força Tática, Heron Teixeira Pena Vieira, que confessou que havia contratado o caseiro para executar o crime. Ainda em seu depoimento, o caseiro teria demonstrado arrependimento pelo crime.
Montagem/Reprodução

Alex e Heron já foram indiciados pela DHPP pelo crime de homicídio qualificado pela promessa de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O caseiro está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE) e o policial encontra-se detido em um batalhão da PM na Capital.
Além deles, o casal Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos também foi preso. Eles foram detidos na última sexta-feira (09) suspeitos de serem os mandantes do crime. Conforme a Polícia Civil, eles teriam contratado o policial militar Jackson Pereira Barbosa para intermediar o homicídio – mesma função que teria sido exercida pelo policial Ícaro Nathan Santos no crime.
Jackson, segundo as investigações, teria contratado o Heron Teixeira Pena Vieira que, por sua vez, contratou Alex para executar o crime.
Já os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira foram indiciados por suspeita de elo em um falso confronto no Contorno Leste, em Cuiabá. Os suspeitos teriam forjado esse confronto para plantar a arma utilizada no assassinato de Nery.
Caso
Renato Nery morreu aos 72 anos atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na porta de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, porém não resistiu e morreu horas após o procedimento médico.
Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio do ex-presidente da OAB-MT.
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