POLÍTICA
Max defende cronograma de pagamentos
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), colocou “panos quentes” na discussão envolvendo o pagamento de emendas, mas defendeu a criação de um cronograma para a liquidação dos valores indicados pelos parlamentares.
Em entrevista à imprensa, Max Russi tentou amenizar a tensão, afirmando que ainda é cedo para falar em descumprimento por parte do governo. “Estamos chegando ao mês de maio, o orçamento deste ano demorou a ser aberto, o que dificultou o avanço de projetos e o pagamento de emendas. Acredito que nos próximos 60 a 90 dias teremos o efetivo encaminhamento”, disse o presidente da AL, lembrando que o governo tem até dezembro para efetuar os repasses.
A manifestação ocorre em meio à polêmica sobre o não pagamento de emendas, que ganhou força após a deputada estadual Janaina Riva (MDB) acusar o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), de perseguição política.
Janaina afirmou que vem sendo boicotada desde que anunciou sua pré-candidatura ao Senado, cargo que também é disputado pelo governador Mauro Mendes (União). Segundo ela, Garcia teria dito em conversa com o senador Jayme Campos (União) que não liberaria suas emendas.
Sobre o conflito, Max evitou tomar partido. “Os dois são maiores, têm CPF e falam por eles. Vocês acham que o deputado Max vai entrar numa confusão?”, pontuou.
Emendas de bancada
Além da discussão, envolvendo Janaina e Fábio Garcia, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo governo contra as emendas de bancada criada pela AL vem gerando polêmica entre os deputados. Max recordou que as regras do parlamento de Mato Grosso e de Brasília são diferentes.
“A emenda de bancada no Congresso Nacional corresponde a 1% do orçamento, enquanto no Estado é de apenas 0,2%. Precisamos ajustar isso e permitir que as bancadas regionais da Assembleia também tenham acesso a 1%”, argumentou.
Max acrescentou. “Nós temos a bancada. Tem a bancada do Araguaia, a bancada do Norte, a bancada do Sul do estado, a bancada da Baixada Cuiabana, a bancada da região oeste e são então são bancadas regionais. É muito fácil fazer o ajuste e como eu falei, é um recurso que a gente faz um investimentos em projetos estruturantes, faz parte da prerrogativa do parlamento estadual”, completou.
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