POLÍTICA

Mauro defende nova classificao para faces no Brasil

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O governador Mauro Mendes (União) criticou a decisão do Governo Federal em não acatar a sugestão do governo dos Estados Unidos em classificar as facções criminosas como organizações terroristas. Mendes aproveitou para criticar o Código Penal vigente no país e clamou para que senadores e deputados federais ‘atualizem’ a legislação brasileira.

“Hoje as facções criminosas, elas estão realmente fazendo terror, elas matam, cortam cabeças, matam pessoas na frente da família, arrancam corações, fazem verdadeiras atrocidades praticando o terror. Isso para mim é terrorismo”, declarou Mendes com indignação em vídeo publicado em sua rede social nesta quinta-feira (8).

O chefe do Executivo estadual ainda cita que o governo brasileiro se apega a outras classificações sobre o terrorismo e emendou que “a lei brasileira é frouxa”, destacando que o Código Penal é do ano de1940, mas quem faz as leis é o Congresso Nacional. 

“Mais uma vez eu clamo aos nossos senadores, deputados federais, pelo amor de Deus, gente, vamos atualizar essa lei brasileira. Não é possível essas facções criminosas continuarem agindo com tanta tranquilidade, praticando terror e não serem classificadas como pediu o governo americano”, externou.

Mendes ainda acrescentou que a população não aguenta mais viver sob domínio das facções extorquindo, roubando, matando, traficando, roubando vidas e praticando um verdadeiro terror dentro do país de forma impune. Ao final, o governador ainda pede que os eleitores cobrem cada um dos senadores e deputados federais para que ‘endureçam a lei’ com esses criminosos.

Classificação como terrorista

A delegação do governo Donald Trump desembarcou em Brasília nessa segunda-feira (5) para reuniões com autoridades brasileiras sobre combate a organizações criminosas transnacionais e discutir programas voltados ao enfrentamento do terrorismo e tráfico de drogas.

Os técnicos norte-americanos disseram aos brasileiros que defendem a classificação de organizações criminosas transnacionais como terroristas e citaram nominalmente PCC e CV. No entanto, os coordenadores do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) explicaram que, pela legislação do Brasil, isso não ocorre, pois a atuação das facções não envolve crime de ódio ou religioso, mas sim a obtenção de lucro por meio do tráfico de armas e de drogas.

Nos Estados Unidos, a definição é mais ampla e permite classificar como terroristas grupos ligados ao tráfico internacional e à violência organizada. Além disso, o sistema penal é mais rigoroso nesses casos. A gestão de Trump tem buscado enquadrar grupos criminosos latino-americanos em atividades que podem ser associadas ao terrorismo, segundo a legislação dos EUA. 





Fonte: Folhamax

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