POLÍTICA

Episódio contra Marina no Senado foi “inaceitável”, diz ex-ministra

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A ex-ministra do Meio Ambiente de 2010 a 2016, Izabella Teixeira, afirmou nesta 6ª feira (30.mai.2025) que o episódio envolvendo a atual ministra da área, Marina Silva, no Senado Federal, foi “inaceitável”. Segundo ela, o desrespeito demonstrado pelos senadores foi com todas as mulheres na política.

“Nós devemos respeito a ela [Marina Silva]. Todos os brasileiros devem respeito. (Você pode concordar ou discordar, não é isso?  Mas o que eu vi no congresso, o que foi mostrado, foi uma atitude desrespeitosa, inaceitável. E não só ela, as mulheres na política”, declarou.

Teixeira está em Bonito, no Mato Grosso do Sul, onde participa do Fórum Lide COP30 e conversou com a imprensa. Segundo ela, as mulheres na política são expostas a situações desrespeitosas por alguns.

A sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado, na 3ª feira (27.mai), com a presença de Marina foi interrompida após um bate-boca entre a ministra e o presidente da comissão, Marcos Rogério (PL-RO). Ela queria mais tempo para responder, mas ele concedeu a fala a outro senador.

O senhor gostaria que eu fosse uma mulher submissa, mas eu não sou. Eu vou falar”, disse Marina. Na sequência, Marcos Rogério, irritado, disse “agora é sexismo, ministra? Me respeite, ministra. Se ponha no teu lugar”.

Em outro momento, o senador Plínio Valério–que já falou em “enforcar” Marina Silva em um evento de empresários– disse que “a mulher merece respeito, a ministra, não”.

Senadores repudiaram as falas, incluindo a bancada feminina.

A ex-ministra afirmou também que a política não deve adiantar debates que ainda não têm pareceres técnicos.

Ela citou o exemplo da Margem Equatorial, quando políticos a favor e contra emitiram seus juízos de valor sobre o tema antes mesmo de o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) decidir se liberaria ou não a Petrobras para fazer a pesquisa exploratória da região.

Izabella Teixeira afirmou ainda que o que se vê é uma “tensão entre ministros” e um “bate-boca pela imprensa”.

“Você tem que preservar as instituições, preservar os ritos, os processos, e depois da manifestação, de entrar no debate político. Infelizmente, o que nós estamos vendo desde 2023 é exatamente a antecipação de posições”, afirmou.



Fonte: Só Notícias

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