POLÍTICA
Empresária alega problemas psicológicos e cancela depoimento na DHPP
A empresária Julinere Goulart Bastos alegou problemas psicológicos e desmarcou o depoimento que daria nesta terça-feira (13) a autoridades policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela e seu marido, Cesar Jorge Sechi, são apontados como mandantes da execução do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso, Renato Gomes Nery. Inicialmente, Julinere teria se colocado à disposição para auxiliar nas investigações, mas mudou de ideia, segundo a Polícia Civil.
Reprodução

O casal Julinere e Cesar foi preso na última sexta-feira (09), em Primavera do Leste (a 243 km de Cuiabá). Cesar foi convocado para prestar depoimento e decidiu permanecer em silêncio. Conforme revelado pelos delegados Caio Albuquerque e Bruno Abreu Magalhães, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, o empresário alegou que a prisão era um completo equívoco.
“Ele alega que é um completo equívoco para investigar o que está acontecendo. ele acredita que nada vai ficar comprovado e até que ele consiga a liberdade”, disse o delegado Caio Albuquerque.
Julinere tinha seu depoimento marcado para hoje, mas desistiu. “Não haverá o interrogatório da mulher, em razão da investigada alegar problemas psicológicos e manifestar o desejo de permanecer em silêncio. Essa manifestação contraria a conduta da mesma no momento de sua prisão, ocasião na qual informou que colaboraria com as investigações”, diz a nota compartilhada pela Polícia Civil.
A suspeita está detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, enquanto Cesar é mantido na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Execução de advogado
Renato Nery morreu aos 72 anos atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na porta de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, porém não resistiu e morreu horas após o procedimento médico.
Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio do ex-presidente da OAB-MT.
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