POLÍTICA
Eduardo Bolsonaro deve voltar ao Brasil em julho, diz Valdemar
O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, afirmou na 5ª feira (22.mai.2025) que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deve voltar ao Brasil em julho, depois de completar licença de 4 meses na Câmara dos Deputados. Eduardo, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deixou o país em fevereiro e anunciou em março que se licenciaria do cargo, alegando sofrer perseguição do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele está nos Estados Unidos.
Segundo Valdemar, Eduardo deverá retomar suas atividades como congressista assim que encerrar o período de afastamento. “Ele tem de voltar. Depois de 4 meses, ele vai voltar, lógico. Tem de continuar o trabalho dele. Deve voltar quando vencer a licença de 4 meses. Acho que aí ele volta”, afirmou Valdemar, citado pelo jornal O Globo, sobre o retorno do deputado federal.
A declaração foi feita durante o evento de filiação do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, ao PP (Progressistas). Derrite deixou o PL e é cotado para concorrer ao Senado pelo PP em 2026. Segundo Valdemar, o filho “03” de Bolsonaro já tem “garantido” uma das vagas de senador por São Paulo.
“Eduardo é, hoje, um candidato eleito pelas pesquisas. Então nós vamos trabalhar muito para ele manter essa candidatura. Ele tem uma vaga garantida e pode ser que a outra vaga seja do Derrite. Vai ser uma guerra, não vai ser fácil”, analisou, citado pela CNN Brasil.
Valdemar Costa Neto evitou comentar sobre a recente demissão de Fábio Wajngarten. O ex-assessor foi desligado depois do vazamento de conversas com o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, nas quais discutiam uma possível candidatura de Michelle Bolsonaro (PL) em 2026. De acordo com as informações vazadas, ambos teriam concordado que, nesse cenário, Lula seria a melhor opção.
“É um fato passageiro e não quero fazer mais comentário, se não eu fico mal de um lado ou de outro”, disse o presidente do PL.
Quanto às eleições presidenciais de 2026, Valdemar afirmou que a decisão sobre o candidato do partido ficará inteiramente a cargo de Bolsonaro, inclusive um eventual aval à candidatura de sua mulher, Michelle, caso o ex-presidente siga inelegível.
“Quem vai falar quem é o candidato a presidente é o Bolsonaro, porque ele é o dono dos votos”, declarou. Ele disse acreditar que o ex-presidente poderá reverter sua inelegibilidade e ser absolvido.
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